REVISTA ESPÍRITA

JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS

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PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE

ALLAN KARDEC

 

ANO 7 - ABRIL 1864 - Nº. 4

 

 

RESUMO DA LEI DOS FENÔMENOS ESPÍRITAS.

 

 

 

Esta instrução foi feita sobretudo tendo em vista as pessoas que não possuem nenhuma noção do Espiritismo, e às quais se quer dele dar uma idéia sucinta em poucas palavras. Nos grupos ou reuniões espíritas, onde se encontrem assistentes novatos, ela pode utilmente servir de preâmbulo às sessões, segundo as necessidades.

 

As pessoas estranhas ao Espiritismo, não lhe compreendendo nem os objetivos nem os  meios,  quase  sempre,  fazem  dele  uma  idéia  completamente  falsa.  O  que  lhes  falta, sobretudo, é o conhecimento do princípio, a chave primeira dos fenômenos; na falta disso, o que vêem e o que ouvem é sem proveito, e mesmo sem interesse, para elas. Há um fato adquirido pela experiência, é que só a visão ou o relato dos fenômenos não basta para convencer. Aquele mesmo que é testemunha de fatos capazes de confundi-lo, é mais espantado do que convencido; quanto mais o efeito lhe parece extraordinário, mais o suspeita. Um estudo preliminar sério é o único meio de conduzir à convicção; freqüentemente mesmo ele basta para mudar inteiramente o curso das idéias. Em todos os casos, ele é indispensável para a compreensão dos fenômenos mais simples. À falta de uma instrução completa, que não pode ser dada em algumas palavras, um resumo sucinto da lei que rege as manifestações bastará para fazer encarar a coisa sob a sua verdadeira luz, para as pessoas que nela não estão ainda iniciadas. É esse primeiro degrau que damos na pequena instrução adiante. No entanto, uma observação preliminar é necessária.

 

A propensão dos incrédulos, geralmente, é suspeitar da boa dos médiuns, e de supor o emprego de meios fraudulentos. Além de que, ao olhar de certas pessoas, essa suposição é injuriosa, é preciso, antes de tudo, se perguntar qual interesse poderiam ter em enganar e em desempenhar, ou fazer desempenhar, a comédia. A melhor garantia da sinceridade está no desinteresse absoluto, porque ali onde não nada a ganhar, o charlatanismo não tem razão de ser.

 

Quanto  à  realidade  dos  fenômenos,  cada  um  pode  constatá-la,  colocando-se  nas condições favoráveis e se leva à observação dos fatos a paciência, a perseverança e a imparcialidade necessárias.

1. O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

 

2. Os Espíritos não são, como se pensa freqüentemente, seres à parte na criação; são as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou em outros mundos. As almas ou Espíritos são, pois, uma e mesma coisa; de onde se segue que quem crê na existência da alma, crê, por isso mesmo, na dos Espíritos.

 

3. Geralmente, faz-se um idéia muito falsa do estado dos Espíritos; estes não são, como alguns o crêem, seres vagos e indefinidos, nem chamas como os fogos fátuos, nem fantasmas como nos contos de assombrações. São seres semelhantes a nós, tendo um corpo como o nosso, mas fluídico e invisível no estado normal.

 

4. Quando a alma está unida ao corpo durante a vida, ela tem um duplo envoltório:

  • um  pesado,  grosseiro  e  destrutível  que  é  o  corpo;

  • o  outro  fluídico,  leve  e  indestrutível, chamado perispírito.

O perispírito é o laço que une a alma e o corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo agir, e que percebe as sensações sentidas pelo corpo.

 

5. A morte não é senão a destruição do envoltório grosseiro; a alma abandona esse envoltório, como se despe de uma roupa usada, ou como a borboleta deixa a sua crisálida; mas ela conserva o seu corpo fluídico ou perispírito.

  • A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem;

  • a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.

6. A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o prendia à Terra e o fazia sofrer; uma vez livre desse fardo, não mais do que seu corpo etéreo, que lhe permite percorrer o espaço e transpor as distâncias com a rapidez do pensamento.

 

7. O fluido que compõe o perispírito penetra todos os corpos, e os atravessa como a luz atravessa os corpos transparentes; nenhuma matéria lhe faz obstáculo. É por isso que os Espíritos penetram por toda a parte, nos lugares o mais hermeticamente fechados; é uma idéia ridícula crer que se introduzem por uma pequena abertura, como o buraco de uma fechadura ou o tubo da chaminé.

 

8. Os Espíritos povoam o espaço; constituem o mundo invisível que nos cerca, no meio do qual vivemos, e com o qual, sem cessar, estamos em contato.

 

9. Os  Espíritos  têm  todas  as  percepções  que  tinham  sobre  a  Terra,  mas  em  um grau mais alto, porque as suas faculdades não são amortecidas pela matéria; têm sensações que nos são desconhecidas; vêem e ouvem coisas que os nossos sentidos limitados não permitem nem ver nem ouvir. Para eles não obscuridade, salvo aqueles cuja punição é estar temporariamente nas trevas. Todos os nossos pensamentos repercutem neles, e os lêem como num livro aberto; de sorte que o que poderíamos responder a alguém quando vivo, não o poderemos mais desde que seja Espírito.

 

10. Os Espíritos conservam as afeições sérias que tinham sobre a Terra; se comprazem em retornar àqueles que amaram, sobretudo quando a eles são atraídos pelo pensamento e pelos sentimentos que lhes têm, ao passo que são indiferentes por aqueles que não têm senão da indiferença.

 

Os Espíritos podem se manifestar de muitas maneiras diferentes: pela visão, pela audição, pelo toque, pelos ruídos, ou movimento dos corpos, a escrita, o desenho, a música, etc. Eles se manifestam por intermédio de pessoas dotadas de uma aptidão especial para cada gênero de manifestação, e que se distinguem sob o nome de médiuns. É assim que se distinguem os médiuns videntes, falantes, auditivos, sensitivos, de efeitos físicos, desenhistas, tiptólogos, escreventes, etc. Entre os médiuns escreventes variedades numerosas, segundo a natureza das comunicações que são aptos a receber.

 

11. O perispírito, embora invisível para nós no estado normal, por isso não é menos matéria etérea. O Espírito pode, em certos casos, fazê-lo sofrer uma espécie de modificação celular que o torna visível e mesmo tangível; é assim que se produzem as aparições. Esse fenômeno não é mais extraordinário do que aquele do vapor que é invisível quando é muito rarefeito, e que se torna visível quando está condensado.

 

Os Espíritos que se tornam visíveis se apresentam, quase sempre, sob as aparências que tinham quando vivos, e que pode fazê-los reconhecer.

 

12. É com ajuda de seu perispírito que o Espírito atua sobre o seu corpo vivo; é ainda com esse mesmo fluido que se manifesta agindo sobre a matéria inerte, que produz do ruídos, os movimentos das mesas e outros objetos que levanta, tomba ou transporta. Esse fenômeno nada tem de surpreendente considerando-se que, entre nós, os mais possantes motores se acham nos fluidos mais rarefeitos e mesmo imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.

 

É igualmente com a ajuda de seu perispírito que o Espírito faz os médiuns escreverem, falarem ou desenharem; não tendo corpo tangível para agir ostensivamente quando quer se manifestar, serve-se do corpo do médium, de cujos órgãos se apodera, que faz agir como se fosse seu próprio corpo, e isso pelo eflúvio fluídico que derrama sobre ele.

 

13. É pelo mesmo meio que o Espírito age sobre a mesa, seja para fazê-la mover-se sem significação determinada, seja para fazê-la bater golpes inteligentes indicando as letras do alfabeto, para formar as palavras e as frases, fenômeno designado sob o nome de tiptologia. A mesa não é aqui senão um instrumento do qual se serve, como o faz do lápis para escrever; dá-lhe uma vitalidade momentânea pelo fluido do qual a penetra, mas não se identifica com ela. As pessoas que, em sua emoção, vendo se manifestar um ser que lhe é caro, abraçam a mesa, fazem um ato ridículo, porque é absolutamente, como se elas abraçassem o bastão do qual um amigo se serve para bater as pancadas. Ocorre o mesmo com aquelas que dirigem a palavra à mesa, como se o Espírito estivesse encerrado na madeira, e como se a madeira tivesse se tornado Espírito.

 

Quando as comunicações ocorrem por esse meio, é preciso se representar o Espírito, não na mesa, mas ao lado, tal qual era quando vivo, e tal qual seria visto se, nesse momento, pudesse se tornar visível. A mesma coisa ocorre nas comunicações pela escrita; ver-se-ia o Espírito ao lado do médium, dirigindo a sua mão, ou transmitindo-lhe o seu pensamento por uma corrente fluídica.

 

Quando a mesa se destaca do solo e flutua no espaço sem ponto de apoio, o Espírito não a ergue com a força de seu braço, mas a envolve e a penetra de uma espécie de atmosfera fluídica que neutraliza o efeito da gravidade, como o faz o ar para os balões e os papagaios de papel. O fluido com a qual ela está penetrada lhe dá, momentaneamente, uma leveza específica maior. Quando ela está pregada ao solo, está num caso análogo ao da campânula pneumática sob a qual se faz o vácuo. Estas não são aqui senão comparações, para mostrar a analogia dos efeitos, e não a semelhança absoluta das causas.

 

Compreende-se, segundo isso, que não é mais difícil ao Espírito levantar uma pessoa do que levantar uma mesa, de transportar um objeto de um lugar a um outro, ou de lançá-lo em qualquer parte; esses fenômenos se produzem pela mesma lei.

 

Quando a mesa persegue alguém, não é o Espírito que corre, porque ele pode permanecer tranqüilamente no mesmo lugar, mas que lhe o impulso por uma corrente fluídica com a ajuda da qual faz movê-la à sua vontade.

 

Quando pancadas se fazem ouvir na mesa ou noutra parte, o Espírito não bate nem com sua mão, nem com um objeto qualquer; ele dirige sobre o ponto de onde parte o ruído um jato de fluido que produz o efeito de um choque elétrico. Ele modifica, como se pode modificar os sons produzidos pelo ar.

 

14. Pode-se  ver,  por  estas  poucas  palavras,  que  as  manifestações  espíritas,  de qualquer natureza que sejam, não têm nada de sobrenatural nem de maravilhoso. Esses são fenômenos que se produzem em virtude da lei que rege as relações do mundo visível e do mundo invisível, lei toda tão natural quanto as da eletricidade, da gravidade, etc. O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos faz conhecer a  lei  do  movimento,  a  ótica  a  da  luz.

 

Estando  as  manifestações  espíritas  na  Natureza, produziram-se em todas as épocas; sendo conhecida a lei que as rege, explica-nos uma multidão de problemas considerados como insolúveis; é a chave de uma multidão de fenômenos explorados e ampliados pela superstição.

 

15.  Estando o maravilhoso completamente descartado, esses fenômenos nada têm mais que repugne a razão, porque vêm tomar lugar ao lado dos outros fenômenos naturais. Nos tempos de ignorância, todos os efeitos dos quais não se conhecia a causa, eram reputados sobrenaturais; as descobertas da ciência restringiram sucessivamente o círculo do maravilhoso; o conhecimento dessa nova lei veio reduzi-lo a nada. Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam, por isso mesmo, que falam de uma coisa que não conhecem.

 

16. Uma idéia quase geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é de crer que os Espíritos, pelo fato de estarem livres da matéria, devem tudo saber e possuir a soberana sabedoria. Está um erro  grave.  Deixando  o  seu  envoltório  corpóreo, eles não se despojam imediatamente de suas imperfeições; não é senão com o tempo que se depuram e se melhoram.

 

Sendo os Espíritos as almas dos homens, como homens de todos os graus de saber e de ignorância, bondade e de maldade, encontra-se a mesma coisa entre os Espíritos. deles que não são senão levianos e traquinas, outros são mentirosos, velhacos, hipócritas, maus, vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes  e  o  saber  num  grau  desconhecido  sobre  a  Terra.  Essa  diversidade  na  qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, porque explica a natureza boa ou das comunicações que se recebem; é a distingui-las que é preciso sobretudo se empenhar.

 

Disso resulta que não basta se dirigir a um Espírito qualquer para ter uma resposta justa a toda pergunta; porque o Espírito responderá segundo o que sabe, e, freqüentemente, não dará senão a sua opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa. Se for sábio, confessará a sua ignorância sobre o que não sabe; se for leviano ou mentiroso, responderá sobre tudo sem se importar com a verdade; dará sua idéia como uma verdade absoluta. Foi por isso que São João o evangelista disse: "Não creiais em todo Espírito, mas experimentai se os Espíritos são de Deus." A experiência prova a sabedoria deste conselho. Haveria, pois, imprudência e leviandade em aceitar sem controle tudo o que vem dos Espíritos.

 

Os Espíritos não podem responder senão  sobre aquilo que sabem, e, além disso, sobre o que lhes é permitido dizer, porque coisas que não devem revelar, porque não é dado ainda aos homens tudo conhecerem.

 

17.  Reconhece-se  a  qualidade  dos  Espíritos  pela  sua  linguagem;  a  dos  Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de toda trivialidade, puerilidade ou contradição; ela respira a sabedoria, a benevolência e a modéstia; é concisa e sem palavras inúteis. A dos Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos carece dessas qualidades; o vazio das idéias nela é quase sempre compensado pela abundância das palavras.

 

18. Um outro ponto igualmente essencial a considerar é que os Espíritos são livres; comunicam-se quando querem, a quem lhes convém, e também quando o podem, porque têm as suas ocupações. Não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e não é dado a ninguém fazê-los vir contra a sua vontade, nem fazê-los dizer o que querem calar; de sorte que ninguém pode  afirmar que um Espírito qualquer virá ao seu chamado num momento determinado, ou responderá a tal ou a tal questão. Dizer o contrário é provar ignorância absoluta dos prinpios mais elementares do Espiritismo; o charlatanismo tem fontes infalíveis.

 

19. Os Espíritos são atraídos pela simpatia, a semelhança dos gostos e dos caracteres, a intenção que faz desejar sua presença. Os Espíritos superiores não vão mais à reuniões fúteis do que um sábio da Terra não iria a uma assembléia de jovens estouvados. O simples bom senso nos diz que isso não pode ser de outro modo; ou, se ali vão algumas vezes, é para dar um conselho salutar, combater os vícios, tratar de conduzir no bom caminho; se não são escutados, retiram-se. Seria ter uma idéia completamente falsa crer que os Espíritos sérios possam  se  comprazer  em  responder  a  futilidades,  a  questões ociosas que não provam nem ligam, nem respeito por eles, nem desejo real de se instruir, e ainda menos que possam vir se dar em espetáculo para a diversão dos curiosos. Não o tivessem feito de sua vida não podem fazê-lo depois de sua morte.

 

20.  Do  que  precede,  resulta  que  toda  reunião  espírita,  para  ser  proveitosa,  deve, como primeira condição, ser séria e recolhida; que tudo nela deve se passar respeitosamente, religiosamente, e com dignidade, querendo-se obter o concurso habitual dos bons Espíritos. Não é preciso esquecer que se esses mesmos Espíritos ali estivessem presentes quando vivos, teriam tido por eles considerações aos quais têm ainda mais direito depois de sua morte.

 

Em vão alegue-se a utilidade de certas experiências curiosas, frívolas e divertidas para convencer os incrédulos: é a um resultado todo oposto que se chega. O incrédulo, já levado a zombar das crenças mais sagradas, não pode ver uma coisa séria naquilo que se faz um gracejo; não pode ser levado a respeitar o que não lhe é apresentado de maneira respeitável; também, as reuniões fúteis e levianas, daquelas onde não nem ordem, nem seriedade, nem recolhimento, ele leva sempre uma impressão má. O que pode sobretudo convencê-lo, é a prova da presença de seres cuja memória lhe é cara; é diante de suas palavras sérias e solenes, é diante das revelações íntimas que se o comoverse e empalidecer. Mas, por isso mesmo que ele tem mais respeito, veneração, apego para a pessoa cuja alma se lhe apresenta, fica chocado, escandalizado de vê-la vir a uma assembléia sem respeito, num meio de mesas que dançam e das chocarrices dos Espíritos levianos; todo incrédulo que seja, sua consciência repele essa aliança do sério e do frívolo, do religioso e do profano, é por isso que ele tacha tudo isso de malabarismo, e, freqüentemente, sai menos convencido do que não estava ao entrar.

 

As reuniões dessa natureza fazem sempre mais mal do que bem, porque afastam da Doutrina mais pessoas do que para ela não trazem, sem contar que elas oferecem flanco à crítica dos detratores que nelas encontram os motivos fundados de zombaria.

 

21. É errado que se faça um jogo das manifestações físicas; se elas não têm a importância do ensino filosófico, têm sua utilidade, do ponto de vista dos fenômenos, porque são o alfabeto da ciência da qual dão a chave. Embora menos necessárias hoje, ajudam ainda a convicção de certas pessoas. Mas não excluem, de nenhum modo, a ordem e a boa atitude nas reuniões onde se as experimenta; se fossem sempre praticadas de maneira conveniente, convenceriam mais facilmente e produziriam, sob todos os aspectos, bem melhores resultados.

 

22. Essas explicações, sem dúvida, são muito incompletas e podem, necessariamente, provocar numerosas perguntas, mas não é preciso perder de vista que este não é um curso de Espiritismo. Tais como são, elas bastam para mostrar a base sobre a qual repousa, o caráter das manifestações e grau de confiança que podem inspirar segundo as circunstâncias.

 

Quanto à utilidade das manifestações, ela é imensa, por suas conseqüências; mas não tivessem por resultado senão de fazer conhecer uma nova lei da Natureza, de demonstrar materialmente a existência da alma e sua imortalidade, seria já  muito, porque este seria um largo caminho aberto à filosofia.

 

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