REVISTA ESPÍRITA

JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS

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PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE

ALLAN KARDEC

 

ANO 3 - AGOSTO/NOVEMBRO 1860 - Nºs. 8/11 e JANEIRO/NOVEMBRO de 1861 - ANO 4 - Nºs. 1/11

 

 

O LIVRO DOS MÉDIUNS

 

 

 

INSTRUÇÕES PRÁTICAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS

 

Esta obra está inteiramente esgotada e não será reimpressa. Será substituída pelo novo trabalho – neste momento no prelo – muito mais completo e que seguirá um outro plano. (1)

 

Allan Kardec

na Revista Espírita, agosto de 1860

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Aviso

 

Lembramos aos nossos leitores que a obra intitulada: Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas está esgotada e será substituída por outra, bem mais completa, sob o título de Espiritismo Experimental (2). Encontra-se no prelo e aparecerá no mês de dezembro.

 

Allan Kardec

na Revista Espírita, dezembro de 1860
 

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O LIVRO DOS MÉDIUNS

 

Anunciada há muito tempo, mas com a publicação retardada em virtude de sua própria importância, esta obra aparecerá entre os dias 5 e 10 de janeiro, na livraria do Sr. Didier, nosso editor, localizada no Doca de Augustins, 35 (3). Representa o complemento de O Livro dos Espíritos e encerra a parte experimental do Espiritismo, assim como este último contém a parte filosófica.

 

Fruto de longa experiência e de laboriosos estudos, nesse trabalho procuramos esclarecer todas as questões que se ligam à prática das manifestações. De acordo com os Espíritos, contém a explicação teórica dos diversos fenômenos, bem como das condições em que os mesmos se podem reproduzir. Não obstante, sobretudo a matéria relativa ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade mereceu de nossa parte uma atenção toda especial.

 

O Espiritismo experimental é cercado de muito mais dificuldades do que geralmente se pensa, e os escolhos aí encontrados são numerosos. É isso que ocasiona tantas decepções aos que dele se ocupam, sem a experiência e os conhecimentos necessários. Nosso objetivo foi o de prevenir contra esses escolhos, que nem sempre deixam de apresentar inconvenientes para quem se aventure sem prudência por esse terreno novo. Não podíamos negligenciar um ponto tão capital, e o tratamos com o cuidado que a sua importância reclama.

 

Os inconvenientes quase sempre se originam da leviandade com que é tratado problema tão sério. Sejam quais forem, os Espíritos são as almas dos que viveram, no meio das quais estaremos infalivelmente, de um momento para outro. Todas as manifestações espíritas, inteligentes ou não, têm, pois, por objeto, pôr-nos em contato com essas mesmas almas; se respeitamos os seus restos mortais, com mais forte razão devemos respeitar o ser inteligente que sobrevive e que constitui a sua verdadeira individualidade. Fazer das manifestações uma brincadeira é faltar com o respeito que talvez amanhã reclamaremos para nós mesmos, e que jamais é violado impunemente.

 

O primeiro momento de curiosidade causado por esses estranhos fenômenos já passou. Hoje, que se lhes conhece a fonte, guardemo-nos de profaná-la com brincadeiras descabidas e nos esforcemos por nela haurir o ensinamento apropriado que nos assegurará a felicidade futura. O campo é muito vasto e o objetivo por demais importante para cativar toda a nossa atenção. Até hoje, todos os nossos esforços tenderam para fazer o Espiritismo entrar neste caminho sério. Se esta nova obra, tornando-o ainda mais bem conhecido, puder contribuir para impedir que o desviem de sua destinação providencial, estaremos amplamente recompensados de nossos cuidados e de nossas vigílias.

 

Não negamos que esse trabalho suscitará mais de uma crítica da parte daqueles a quem incomoda a severidade dos princípios, bem como dos que, vendo as coisas de um outro ponto de vista, já nos acusam de querer fazer escola no Espiritismo. Se fazer escola é procurar nesta ciência um fim útil e proveitoso para a Humanidade, teríamos o direito de nos sentir envaidecidos com essa acusação. Mas uma tal escola não necessita de outro chefe que não seja o bom-senso das massas e a sabedoria dos Espíritos bons, que a teriam criado sem a nossa participação. Eis por que declinamos da honra de a ter fundado, felizes de nos colocarmos sob a sua bandeira, não aspirando senão o modesto título de propagador. Se for necessário um nome, inscreveremos em seu frontispício: Escola de Espiritismo Moral e Filosófico, e para ela convidaremos todos quantos têm necessidade de esperanças e de consolações.

 

Allan Kardec

 na Revista Espírita, janeiro de 1861

 

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Bibliografia
 

O LIVRO DOS MÉDIUNS

Segunda edição (4)

 

A primeira edição de O Livro dos Médiuns, publicada no início do ano, esgotou-se em poucos meses, o que vem a ser um dos traços mais característicos do progresso das idéias espíritas.

Nós mesmos pudemos constatar, em nossas excursões, a influência salutar que esta obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos; assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de frustrar as artimanhas dos Espíritos enganadores. Esta segunda edição é muito mais completa que a precedente; encerra numerosas e importantes instruções e vários capítulos novos. Toda a parte que concerne mais especialmente aos médiuns, à identidade dos Espíritos, à obsessão, às questões que podem ser dirigidas aos Espíritos, às contradições, aos meios de discernir os Espíritos bons dos maus, à formação de reuniões espíritas, às fraudes em matéria de Espiritismo, recebeu notáveis desenvolvimentos, frutos da experiência. No capítulo das dissertações espíritas adicionamos várias comunicações apócrifas, acompanhadas de observações pertinentes, de modo a facultar os meios de descobrir o embuste dos Espíritos enganadores, que se apresentam com falsos nomes.

Devemos acrescentar que os Espíritos reviram a obra inteiramente e trouxeram numerosas observações do mais alto interesse, de sorte que se pode dizer que é obra deles, tanto quanto nossa.

Recomendamos com insistência esta nova edição, como o guia mais completo, seja para os médiuns, seja para os simples observadores. Podemos afirmar que, seguindo-a pontualmente, evitar-se-ão os escolhos tão numerosos, contra os quais se vão chocar principiantes inexperientes. Depois de a ter lido e meditado atentamente, os que forem enganados ou mistificados certamente não poderão culpar-se senão deles mesmos, porque tiveram todos os meios para se esclarecerem.
 

na Revista Espírita, novembro de 1861

 

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(1) Allan Kardec faz referência a O Livro dos Médiuns, que seria lançado em janeiro 1861. (N.do T.)
(2) Allan Kardec refere-se a
O Livro dos Médiuns, que surgiria em janeiro de 1861. (N.do T.)

(3) Ela é igualmente encontrada nos escritórios da Revista Espírita, Rua Sainte-Anne, 59, passagem Sainte-Anne. Um grande volume in-18, de 500 páginas; Paris, 3 fr.50; pelo Correio, 4 fr.

(4) 1 vol.in-12, preço 3 fr.50 c. pelo Correio, 4 fr.
 

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http://www.aeradoespirito.net/LivrosCodEspirita/OLivrodosMediunsJHP.pdf

(Tradução de J. Herculano Pires)

 

 

 

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