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ANDARILHOS
Suelydam

 
 


Sigo meu caminho, tropeço em pedras
pelas trilhas vou, sem sinal de chegada
pontos de interrogação, só viso a partida
de um coração em nó, numa vida cansada

Labirintos atravesso, íngreme subida
caminhos vazios, cadê os atalhos?
vozes frias, não vejo o horizonte
pés machucados, alma em frangalhos

Andarilhos somos, viajantes do espaço
jornada ofegante, não vejo luz
vida opaca, nuvens carregadas
onde será que esse caminho conduz?

Importa tentarmos e seguir à frente
andar ou correr nessa luta cansada
para mais a frente podemos sorrir,
e cortar com júbilo a fita da chegada!

 

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Publicado no PORTAL A ERA DO ESPÍRITO com a autorização da autora

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