Depois que se caminha
é que pode se falar de tempo,
cansaço, de alegria por voltar.
Só depois que se domina
uma arma, um momento
sem resquício de alegria
é que se deseja ardentemente a PAZ.
Depois
que se escorrega
e acha-se que a oportunidade foi perdida
é que se vê que foi aproveitada
por quem veio atrás.
Só depois que se conta
quantos somos e quantos vemos voltar
é que se aprende a contar baixinho
e depois chorar.
Depois, caro amigo,
com a alma encharcada
e louco para gritar
achando
que não pode fazer mais nada,
lhe afirmo,
ainda lhe resta rezar!