Poemas

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Autora: Mercília Rodrigues

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Natural de Monte Alto no estado de São Paulo. Licenciada em Português. Exerceu o magistério por aproximadamente trinta anos. Atualmente está aposentada, dedicando-se a compor poesias.

A COR DE UM SONHO

A DOR DOS ESQUECIDOS

AS ASPEREZAS DA VIDA

Alguém pede socorro

AMEI...

Amigo

AMOR E PERDÃO

Bússola

Caminheiro...

Céu de Criança

COMUNHÃO

Creio

De Pedra à Flor

Delicadeza

DESAFIO

...E O CICLO SE RENOVA

...E PELA VIDA MUDEI (Novo)

ESCOLHESTE

Eu sou Luz

Florescer

Janelas Trancadas

Mariposa

Meu compromisso

Meu Silêncio...

Moleque

Nas Bordas...

NATAL

NATAL(2)

Ninho vazio

POESIA

Posso

Sê o Amor!

SERIA LOUCA?

SEGREDANDO

Sei, Jesus...

Silêncio

SOBERBA

Solidão

Teus filhos!

Tudo Difere

Último Alento

Verdade

VESTE TUA ALMA

Voltarei

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Algo de mim
 Mercília Rodrigues

Em Monte Alto (SP) nasci,
Em junho de não sei quando.

Disfarço daqui e dali.
Vai você adivinhando ...
Neta de portugueses,
De italianos também
Casados Antônio e Umbelina
Tiveram cinco meninas,
Dois varões, sorte deles!
Eu a mais pequenina. 
Cresci na vila, no campo
Do nóis vai, nóis tem, nóis são...
Não me faltou foi carinho
Dos meus queridos irmãos.
Órfã de pai, iguais tantos,
Vi minha mãe trabalhar,
Na dura luta da vida,
Para o sustento do lar...
Primário, Ginásio, Normal!
Casei-me então com José.
Tivemos dois filhos: um casal.
Voltei a estudar, trabalhar.
Faculdade? Maravilha!
Agora com segurança
O mundo iria mudar.
Mercília! Acorda Mercília!
Professora! Não era mesmo lindo?
Idéias e ideais, aos poucos, fui construindo...
O mundo o mesmo? Não!!!
Mudou o homem do mundo,
Ou continuo sonhando?
Há vinte anos que tenho
Filhos por todo lado!
Uns grandes, outros pequenos,
Uns órfãos,
Outros largados.
Quero fazer minha parte,
no nosso mundo redondo!
Ah! De tanto que tanto sonho,
até fazer poesia me ponho!
 
* * *
 

NASCENTE
®Mercília Rodrigues

Nas águas límpidas da nascente,
acompanhando o brincar das quedas,
saltando as escarpas e aparando as pedras,
atiro-me em vôo pela vida à frente!

Sou corredeira do remanso rio,
sou cachoeira descendo da serra,
sou da chuva a navalha em fio,
sou a enxurrada da molhada terra!

Nas bênçãos dadas sou a fé jogada
no deserto sou a esperança
na face sou a dor salgada
pela alegria ou a dor que cansa

Sou do mar a imensa beleza...
Misturo-me ao céu, longe, no horizonte
Mostro-me azulada em suas profundezas,
mas continuo sendo a água da fonte!

* * *

 

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