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OS GÊMEOS DE REBECA

Humberto Rodrigues Neto

 
 

 

No Gênesis (25: 21 a 25) lê-se que duas crianças, antes do nascimento, lutavam no ventre de Rebeca, o que leva a mãe a questionar o Senhor sobre a razão daquilo. Recebe então a resposta de que duas nações rivais originar-se-iam daqueles gêmeos. No dia do parto, Esaú nasceu primeiro, tendo seu calcanhar seguro pela mão de Jacó, que nasceu a seguir.

 

Em Romanos (9: 11 a 13), Paulo nos informa que Deus também dissera a Rebeca: "O mais velho será servo do mais moço, pois amei a Jacó e me aborreci de Esaú".

 

Isto é confirmado em Malaquias (1: 2 e 3), quando diz o Senhor: "Todavia, amei a Jacó e aborreci a Esaú, e fiz dos seus montes uma assolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto".

 

Ora, se dermos crédito à Igreja, segundo a qual a alma é criada no instante do nascimento, teremos de admitir que aquelas crianças ainda não tinham alma. Mas, se não a tinham, e estavam, portanto, mortas, como podiam alimentar tal animosidade pondo-se a brigar em pleno ventre materno? Mesmo porque "O corpo sem espírito está morto", conforme  vemos em Tiago (2: 26).

 

Além do mais, poderia o Senhor criar duas almas já inimigas? Estaria tal absurdo de acordo com a sua bondade e a sua justiça? Não. Deus conhecia ambos aqueles espíritos de tempos imemoriais e sabia que já traziam em si, de vidas pretéritas, os seus motivos de discórdia, isto por não terem buscado a reconciliação enquanto estavam a caminho, conforme disse o Cristo em Mateus (5: 25 e 26) e nem terem pago seus débitos até o último ceitil.

 

Como pagariam Esaú e Jacó o último ceitil? Nascendo de novo, conforme esclareceu Jesus a Nicodemos na célebre passagem descrita em João (3: 1 a 12).

 

Diante do exposto, não podemos, á luz do bom senso e da razão, acreditar que vivemos apenas uma vez.

 

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Publicado no PORTAL A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.

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