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MENINA PORTUGUESA

Humberto Rodrigues Neto

 
 

 

Na década de 80, a filhinha de 6 anos de uma confreira nossa, residente em Rio Tinto, Portugal, estava em tratamento no ambulatório do Hospital de São João, no Porto, devido a grave moléstia nos pulmões, cujas chapas apresentavam algumas cavernas, sem perspectivas de melhora, conforme verificara a médica ao examiná-la.

 

Numa manhã de inverno, estação que costuma ser muito rigorosa no norte de Portugal, a criança levantou-se da cama e dirigiu-se descalça até à cama da mãe que, repreendendo-a pela friagem que podia apanhar, ouviu dela o seguinte:

 

— Não estou mais doente, mãezinha! Esta noite, enquanto tu dormias, veio ao meu quarto o velhinho de barbas brancas. Primeiro disse que ia curar-me. Depois, que eu já estava boa! É aquele ali, mãezinha! - e indicou, toda contente, uma foto de Bezerra de Menezes sobre um móvel no quarto.

 

Surpreendida, a mãe fê-la repetir a história. Mandou contá-la mais uma vez, e ainda uma terceira vez, até certificar-se de que o relato não apresentava variações, dando-o por verdadeiro, mesmo porque a criança não apresentava o costumeiro ataque de tosse que a acometia todas as manhãs.

 

Mais que depressa arranjou-se, vestiu a pequena e foi para o Porto em busca do Hospital.

 

— Que houve? - pergunta a médica - Não há consulta para hoje. Ela piorou?

 

— Eu só quero que a examine, doutora! Por favor! Depois... depois eu conto!

     

Estupefata, esperando encontrar a respiração penosa de costume e não acreditando no exame que estava fazendo, aprofundou mais a observação em busca do mal que não achava. Levou, depois, a garota a um colega, que a submeteu a uma radiografia.

 

— Que aconteceu? - pergunta a médica - Ela não tem mais nada! Se não fosse eu a sua médica, diria que nunca teve nada! Que aconteceu?

 

Então a mãe contou-lhe que era espírita, trabalhadora voluntária de um Centro, e descreveu-lhe a narrativa da filhinha.

 

Mais tarde, naquela mesma semana, a médica compareceu a um Centro Espírita e comprou os livros de Allan Kardec, a fim de aprender o que era o Espiritismo. 

 

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Este caso foi objeto de palestra de nossa irmã Manuela Vasconcelos, em Portugal, numa homenagem que era então prestada a Bezerra de Menezes, e cuja reportagem foi publicada pela revista “Comunhão”, da qual a oradora é Diretora, e que é editada pela Comunhão Espírita Cristã de Lisboa, com sede à Rua Ferreira Lapa, 5-A, em Lisboa, Portugal.

 

Transcrito do jornal “SEI”, de 29-04-2000

 

 

 
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Publicado no PORTAL A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.

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