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MÉDIUNS: MISSIONÁRIOS, MAGOS?

QUEM SÃO ELES?

Humberto Rodrigues Neto

 
 

 

Segundo trecho de Emmanuel, reproduzido na folha 45, do Capítulo VII - Médiuns, do excelente livro Estudando a Mediunidade, de Martins Peralva, temos o seguinte, em relação aos médiuns:

“Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e erros clamorosos”.

É preciso notar que Emmanuel não diz todos os médiuns, mas a generalidade, ou seja, uma parte considerável deles. É bom não generalizarmos, portanto, a generalidade.

Labora em erro, por conseguinte, aquele que vai a uma casa espírita e vê no médium uma criatura privilegiada de Deus, ou então crê estar diante de um missionário dotado de poderes miraculosos, cuja elevação espiritual estivesse situada muito acima daquela apresentada por aqueles que o procuram em busca de um conforto físico ou espiritual.

Incorre em falta ainda maior o médium que se considera um missionário, um ser que caiu nas graças do Senhor, sendo por Ele escolhido para espalhar a bondade pelo mundo durante toda a vida.

Que leva alguns médiuns a raciocinar dessa forma? Muito simples: boa parte deles esquece que essa missão meritória lhe foi concedida na erraticidade, a seu próprio pedido, para resgatar as faltas a que alude Emmanuel e a que se reporta Martins Peralva em suas considerações. Fossem mais afeitos aos cursos de doutrinação que as casas espíritas oferecem, e ouvissem os conselhos a si feitos nesse sentido pelos Dirigentes, não se deixariam enredar por tão sedutores, mas desarrazoados devaneios.

Resumindo, ao invés de devotar-lhes nossa admiração, seria bem mais interessante, como preito de gratidão à espinhosa missão de socorro que nos prestam, dirigir nossos pensamentos contritos ao Criador e pedir-lhe, no fervor e na sinceridade de nossas preces, que povoe de espíritos elevados o seu meio ambiente, a fim de que possam, assim assessorados, cumprir dignamente os pesados encargos de redenção a que se propuseram quando desencarnados.


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Publicado no PORTAL A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.

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