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Autora: GUI OLIVA

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A FLOR QUE DESEJO SER

A VIDA CAMINHA

ALMAS DE POETAS

ASSIM AS MÃES LIBERTAM SEUS FILHOS

BRADA POETA

EU QUISERA

FADO (Sonorizada)

FALAR DE AMOR

FELICIDADE... EFÊMERA?

FLORESCEU

HUMILDADE

MEU PAI... A PRESENÇA CONSTANTE

MEU REI REGENTE (Sonorizada)

MEUS MOMENTOS

MEUS VERSOS

MIL PEDAÇOS

PALHAÇA QUE CHORA... ESCOLHE A HORA!

PONTO DE ENCONTRO DA NOITE AO AMANHECER

QUANDO UM PEQUENO PRÍNCIPE INSPIRA AMOROSIDADE

QUERO ASSIM A PASSAGEM

RECOMEÇAR

TENHO MEUS MEDOS

 

Gui Ferreira de Oliva

 

Gui Ferreira de Oliva, de Guilhermina, nome da avó paterna, nascida também Entholzer pela mãe austríaca e  depois, de Oliva, acrescentado pela companhia, de 37 anos, do companheiro Luiz Antonio Lucena de Oliva. Pisciana de 04 de março de 1947 de uma infância bem vivida e muito feliz, na companhia de dois irmãos mais velhos. Órfã de pai aos 13 anos, cedo começou vida conjugada entre os estudos e o trabalho.

 

Rica e rebelde  juventude dos anos 60. Ingressa no primeiro concurso público para admissão de mulheres pelo "majestoso e fotogênico" Banco do Estado de São Paulo, em 1968. Num tempo em que as mulheres eram sumariamente demitidas quando contraiam matrimônio, perde o cargo conquistado, em 1970 quando se casa, antes concluídos os cursos do Normal para o magistério no Colégio Estadual Canadá em Santos e o curso de piano no Conservatório Lavignac de Santos. As tardes ociosas foram preenchidas com o trabalho... ingressou na Associação das Voluntárias da Santa Casa de Santos, comandada pela memorável cidadã santista  Sra. Diva Fialho, e se constituíram  nas pegadas a seguir as trilhas que lhe indicaram o ingresso em curso superior de Serviço Social. Graduação em 1974, já mãe de Luciana e esperando a chegada de Juliana, presta seu segundo concurso público em fevereiro de 1975, para o cargo federal público como Assistente Social da Previdência Social e, em 02/06/75 toma posse.

 

Em 15/07/1975, por exigência administrativa de implantação do Serviço ainda inexistente na Baixada Santista  e, em face de sua colocação no concurso, toma posse como Chefe do Grupamento de Serviço Social do INPS em Santos. A partir de 1979 participa da implantação do Centro de Reabilitação Profissional do INPS em Santos, como sua Diretora de novembro/79 a janeiro/87 quando, a pedido, deixa aquela Direção pois se prepara para tomar posse no cargo de Fiscal de Contribuições Previdenciárias, conforme aprovação no seu terceiro concurso público, que participou em 1985. Posse em 02/06/87. Durante esse período o exercício, pelo exemplo de consciência ambientalista do seu irmão Carlos Alberto e atendendo ao apelo do seu dar   as mãos e seguindo suas passadas, participa do movimento em defesa do meio ambiente, especialmente na luta contra a instalação de Usinas Nucleares que estavam previstas, pelo governo federal,  no Santuário Ecológico da Serra da Juréia, litoral sul paulista.

 

Participou ativamente da reconstrução do PSB/Partido Socialista Brasileiro na região,  mas afastou-se definitivamente dele quando chegou ao poder municipal, através da Unidade Democrática Popular e pela qual lutou para eleger a primeira Mulher Prefeita de Santos.

 

Essa militância cidadã a encaminhou para o movimento sindical da sua categoria funcional, como servidora pública federal. De junho/1991 a junho/1993 exerceu mandato como Presidente do Sindicato dos Fiscais da Previdência Social em São Paulo e, de julho/1993 a julho/1995, Presidente da Federação Nacional dos Fiscais da Previdência Social/Brasília, hoje Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.

 

Em julho de 1995, por deliberação própria deu por encerrada sua contribuição como dirigente sindical e retornou para o seu trabalho como Auditora Fiscal e militância junto à sua base de colegas. Nesse agir político e sempre empenhada na defesa da Previdência Social Pública e do Estado Brasileiro em 2003, especialmente, a luta contra mais uma reforma retiradora de direitos dos trabalhadores a aproximou do mundo virtual, através do debate político, da mobilização para o agir conseqüente e de enfrentamento da conjuntura política que já expressava tudo que surgiria nestes anos subseqüentes. E em 13/02/2004 requereu a aposentadoria que tinha direito, não mais motivada a dispor de sua experiência funcional, seu empenho em torno de suas atribuições legais,  ao novo governo que se instalava, desestruturador e desmotivador  da máquina administrativa, especialmente as carreiras típicas do Estado e concursadas.

 

Aposentada a partir de 19/03/2004, inicia a concretização do sonho de mais de 10 anos, sonhado com seu irmão ambientalista e espiritualista, a realizar o Caminho a Santiago de Compostela, mas também por ele, que antes fora chamado para o Verdadeiro Caminho, em 18/07/2003. E, enquanto se preparava, seguiu também o irmão mais velho, em 09/06/2004, para o encontro em outra dimensão, com o pai e  o do meio. Mas, ainda  assim, agora Guiperê, como peregrina, caminhou,  de 05/09/04 a 08/10/04, os quase 800 Km do chamado Caminho Francês, dando o mergulho para dentro de si mesma. Voltou disposta a relatar a ponte entre o imaginário e o real do Caminho realizado. E este relato a aproximou, como nunca, das veias poéticas, do Pai Poeta/Nilo Soares Ferreira e do Irmão Poeta, Nilo Entholzer Ferreira. Assim, incentivada por amigos (as) e já com os sabores dos extremos da convivência com a mãe Hermínia, a completar 90 anos no próximo mês e de ser avó de Lucas a chegar aos seus 5 também em agosto, inicia a derradeira travessia, mas agora embalada pela magia da Poesia. Gui

 

Auto retrato
 Gui Oliva
 
Na ciranda da vida
sou do caminho
criança que alcança
a folia, os jogos,
brincadeiras de rua,
descalça.
 
Sou também
a jovem rebelde
que muda o mundo,
e não conta suas horas
e valsa
no sonho
de um primeiro amor
que me alça.
 
Sou a mulher  paixão
inveterada...abusada
em tudo que faz,
entre aqueles que ama,
por  quem  acredita
é verdade,
meio desajeitada
mas... falsidade
não calço.
 
Sou mulher  eternizada
pela graça da maternidade,
para  quando eu virar pó,
sou mãe de filhas
tento ser igual,
ser mãe de mãe,
sou mãe-avó
e nessa me esgarço.
 
Sou mulher amada e amante
de um amor que já se faz
desde um tempo distante,
que persiste recordar 
da vida em comum
todos os sabores,
apagar as dores
e, quando e se surgem,
vencer os percalços.
 
Sou a mulher cidadã
que não aceita  injustiça,
que a combate
como o melhor
dos combates,
e assume na liça
e da Justiça
no encalço.
 
Mas sou também
o feminino olhar taciturno,
muitas vezes descrente
do mundo,
e no sombrio da vida,
nesse semidiurno
procuro a ribalta
e na lira
meu espaço.
 
Sou amante da noite,
dos seus vaga-lumes
e com eles converso,
e me ouvem os queixumes,
e canto...e canto
agora em versos
que passo e repasso
 
e assim sigo a trilha,
pois sou peregrina
apenas
de um mundo
de melhores cores,
e sigo assim
talvez, e apenas também,
peregrina de mim!

 

GuiPerê

Santos /SP

24/03/2006

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