Poemas

 Índice

Autora: Eridante Paiva de Souza

 Títulos

   

 

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A BORBOLETA MARROM

A CRIANÇA EM MIM

A IDADE E AS DOENÇAS DA ALMA

A MÚSICA E O CORAÇÃO (Sonorizada)

A NOIVA  (Sonorizada)

A PAZ COMEÇA EM MIM

A VIDA ENSINA

A VIDA É LINDA

ABRINDO MEU CORAÇÃO

AH!... O POETA

AMANHECER DE PAZ

AMAR NÃO É PRENDER

AMOR COM LIBERDADE

AMOR SEM PECADO

ANDARILHO

APELO DA POESIA

AQUARELA DA VIDA

AQUELA MÚSICA (Sonorizada)

AS MÃOS

ASSIM É O AMOR

BOAS LEMBRANÇAS

BOM DIA COM ALEGRIA

BUSCANDO A PAZ

CAMINHOS DA SOLIDÃO

CANTA, CANTA PASSARINHO

CIÚME & INVEJA

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APRESENTAÇÃO BIOGRÁFICA 

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Eu sou Eridante Paiva de Souza. Amigos e parentes me chamam Eri. Assim gosto, assim prefiro. Sou natural de Portalegre, no Estado do Rio Grande do Norte/Brasil. Moro em Natal, a capital do Estado.

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A minha infância passei em Viçosa, então distrito do Município de Portalegre, onde me alfabetizei, aprendi a ler e contar. Vencida esta etapa, não havia mais condições de aprender no meu lugarejo. A solução era sair para outras cidades em busca do estudo. Sair do lugar para estudar era uma das pernas do êxodo rural no meu tempo de menina.

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A minha adolescência e parte da juventude vivi numa pequena cidade do sertão de nome Caraúbas para continuar os estudos. Aí exercia liderança entre os jovens, coordenando a Casa da Juventude e promovendo reuniões e atividades de seu interesse. Foi na pequena cidade de Caraúbas que comecei a me interessar por poesias, por influência de minha irmã mais velha, então Professora Municipal que tinha uma coleção de poesias quilométricas e nos fazia decorar, a mim e minha irmã mais nova para recitá-las na programação do Grupo Escolar Antônio Carlos ou dos eventos da minha cidade. Ainda hoje, guardo-as na memória e, vez por outra, me surpreendo, recitando-as para mim mesma, como um sinal de que a beleza da criação poética produziu marcas agradáveis que dormitaram com o passar dos tempos, para só na aurora da terceira idade, aflorar com vigor. Neste entre-meio andei rabiscando alguns versos que não os guardei, não sei porque.-

COMEÇOU O ANO NOVO & EU VI O NOVO ACONTECER  (Sonorizada)

CONSIDERAÇÃO

CURANDO ANSIEDADE

DESAVENÇA

DEUS NÃO DESAMPARA

DIVINA MÚSICA (Sonorizada)

DOCE ENCONTRO DE AMOR

DROGA, JAMAIS!

HINO DE AMOR Á PRIMAVERA (Sonorizada)

LUZ, PAZ, AMOR

MEDITAÇÃO PARA DOIS

MINHA CRIANÇA MARAVILHOSA (Dia da Criança)

NÃO ME OLHEM COM DESDÉM

NOITE FELIZ  (Sonorizada)

O NASCER DO SOL  (Sonorizada)

ONDE ESTÁ O AMOR?

PEDINDO PERDÃO

PESSOA ESPECIAL

RESPEITO VIRTUAL

ROSA VERMELHA (novo)

SENTIMENTOS

SER MÃE

SORRIA, CHEGOU O NOVO ANO! (Sonorizada)

TERAPIA DO ABRAÇO

UMA CORRENTE DE AMOR

VÊ COMO FALAS

VEM... ME NAMORA!

Da minha experiência com a juventude de Caraúbas resultou ser chamada a participar da JAC – Juventude Agrária Católica – um braço da chamada Ação Católica Brasileira, movimento que possibilitava aos jovens uma atuação ligada às suas áreas de interesse, tais como: meio agrário e rural (JAC), meio estudantil secundarista (JEC), meio de profissionais liberais (JIC), meio operário (JOC) e meio universitário (JUC) constituindo assim um Movimento Nacional de personalidade jurídica, organizado a nível Nacional sob os auspícios da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, porém dirigido pelos próprios jovens. À medida que um jovem ou uma jovem se destacava em liderança e militância era chamado a assumir responsabilidades maiores na hierarquia do Movimento. Foi assim que cheguei a ser membro da Equipe Nacional, cuja sede ficava no Rio de Janeiro. A Ação Católica e suas ramificações interagindo no corpo social teve o seu desfecho final com a Revolução de 64, responsável pelo desmantelamento dos movimentos sociais da década de 60.

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Deixei o Movimento em 1968 e, regressando ao meu Estado, casei, voltei a estudar e assumi uma experiência fantástica de trabalho, no Serviço de Assistência Rural – SAR - relacionada à organização de grupos e preparação de Animadores de comunidades rurais. Para esse público-alvo coordenei o Programa de Educação Política que teve como objetivo central oferecer à população rural elementos e subsídios para a formação da consciência política sobre o seu valor como cidadão e como eleitor. Sob a minha responsabilidade estava a produção do conteúdo das cartilhas para as reuniões sobre a temática, a metodologia dos Treinamentos de Animadores de Comunidades e parte da Supervisão e Acompanhamento aos grupos organizados no meio rural. À época do SAR, concluí o segundo e o terceiro graus, me formando em Serviço Social. Após 10 anos nessa experiência, entrei na Universidade Federal do Rio Grande do Norte por Concurso Público. Sou hoje Assistente Social formada pela mesma Universidade onde estudei, espaço no qual além de Professora por 15 anos tive a oportunidade de contribuir para a formação de centenas de jovens.  Sou casada, sou mãe de três filhos e sou avó de quatro netinhas. E sou agora, também, aposentada.

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Aposentar-se não significa ficar encostado, tornar-se um inútil. A aposentadoria é um momento muito especial no qual a pessoa idosa pode dispensar parte do seu tempo para o exercício de atividades de natureza intelectual e também produtiva. Escrever, brincar com as letras sempre foi algo muito prazeroso, desde a adolescência. Adorava escrever diários registrando assim tudo que me ocorria e, tudo que me caia às mãos, eu lia de imediato. Lia e relia sempre as mesmas coisas pela ausência de livros, de informativos e de jornais nessa fase da minha vida. Quando mocinha organizava cadernos com dezenas de perguntas para circular entre os jovens que se obrigavam a responder O QUESTIONÁRIO sob pena de serem ridicularizados por não terem o que dizer sobre as questões. Chamava-se isto de “Brincar de Questionário”. Além de gostar de escrever, sou muito sensível às questões ligadas à arte do belo, da criação, dos sentimentos, do amor em suas várias formas de manifestação... É nesse período da aposentadoria que descobri as possibilidades que a internet oferece em termos de interatividade com pessoas, com a realidade macro, com o mundo, enfim. Passei a conhecer pessoas com as mesmas afinidades, a participar de grupos ocupados com a produção poética e literária os quais me estimularam a debruçar-me demoradamente e sem pressa sobre a arte de poetar. Minha real produção poética não é tanta, mas tem muito de significativo na minha vida, pelo fato de poder aliar expressão criativa com prazer, isto é, gostar de dizer em versos o que me vai na alma. Um pouco mais de 500 textos, como poesias, poemas, duetos, tercetos, haikais, poetrix é o que tenho produzido, circulando em alguns grupos da Internet e em sites estimuladores da produção e divulgação literária e poética como a Associação Virtual Brasileira de Letras, Recanto das Letras, Site da Magriça, Portal A ERA ESPIRITO e ECOS DA POESIA.

 

O PERDÃO
Eri Paiva

 

Queixa, mágoa, ressentimento
Com qualquer dos irmãos teus,
Trava todas as possibilidades
De teu acerto com Deus!

 

Não vás a um templo sagrado
Louvar a Deus em oração,
Se envenenado, por dentro,
Encontra-se o teu coração!

 

Sê humilde, vai ligeiro,
Reconcilia-te primeiro
Com o teu pobre ofensor...

 

Dá-lhe o teu perdão! Deus contente,
Recebe o teu louvor de presente
E em troca te dá mais Amor!

 

Em 11. 06. 2010

 

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A PRESENÇA DIVINA
Eri Paiva

Eu sinto Deus tão presente
Nesta vida que eu abraço!
Eu O sinto em mim, sempre
E em tudo que vejo e faço!

A presença divina eu sinto
Na luz e calor do sol.
Quando ele surge, tão lindo,
Deus é o próprio arrebol!

E se a noite vai chegando
Para tudo fazer descansar,
Sinto ser Deus revigorando
A vida no seu aquietar!

A presença divina se faz
Na bondade e no perdão,
Nos atos de amor e paz
De irmão para irmão!

Quando a imaginação cria,
Como é o que agora faço,
Deus é presença em Poesia
Dos rabiscos que eu traço!
 

10. 08. 2010

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Uma outra vertente que venho explorando com a aposentadoria é dispensar parte do meu tempo como voluntária em Boa Saúde, um Município pobre do meu Estado, atuando através de uma ONG comunitária para atender a população, de modo especial os mais fragilizados socialmente. Interessa-nos, dentro da programação e dos objetivos, trabalhar na perspectiva de organização de grupos produtivos cujas atividades a serem implementadas possam, de alguma forma, contribuir para a geração e ou melhoria de renda das famílias interessadas e necessitadas. Tivemos, enquanto ONG, um site no qual divulgávamos o trabalho, a nossa experiência e seus resultados e o mesmo contava com o patrocínio de um amigo brasileiro radicado em Portugal que depois de um ano precisou se afastar impossibilitando assim a sua continuidade.  Há seis anos divulgamos o trabalho através de um periódico com tiragem mensal modesta de 500 exemplares. É um jornalzinho simples, produzido em casa, no nosso computador e que tem como título JORNAL DA CIDADANIA. Circula no município, na sede e nos sítios, nas pequenas comunidades, nos grupos e associações comunitárias e junto às lideranças e instituições públicas e privadas. Na ausência do site criou-se um blog para contemplar todo o conteúdo do jornal fazendo assim, a nível da Internet o registro e a divulgação do nosso trabalho. A quem interessar possa, deixo aqui o link www.ojornaldacidadania.blogspot.com. No trabalho comunitário conto com o apoio irrestrito do meu marido, atualmente candidato a Vereador, nas próximas eleições, com o apoio dos meus filhos sempre que são chamados à colaboração e com alguns amigos que oferecem seus conhecimentos, tempo, talentos e profissionalismo de forma solidária e voluntária. E... assim procedendo, me cala fundo a afirmação de Abraham Lincoln que “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

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MARÉS
Eri Paiva

 

O mar não repousa
Nem sequer ousa
Um dia parar
Movimento incessante
Prá lá e prá cá
Em contínuas marés
Num doce bailar...
Ondas ora me levam,
Ondas ora me trazem
Umas me deixam refém
Outras liberdade me dá

 

Assim mesmo é a vida
Como são as marés
Ora alta, ora baixa
Em contínuo movimento
Ora se faz encanto,
Ora é puro lamento
Mas tudo tem sua graça
E um dia tudo também passa...

 

Em 22.03.2008

 

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