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OS ANIMAIS

Elio Mollo

26 abril 2010

 
 

 

Os animais domésticos,
quando nascem,
sensibilizam a nossa atenção.
Quando pequenos,
são frágeis
e mexem com a nossa emoção.

Vão crescendo bonitinhos,
recebendo os nossos carinhos.
Constantemente,
juntos ficamos a brincar.
E eles demonstram as suas alegrias,
Brincando, e com os seus rabinhos a abanar.
Correm, pulam, saltam...
E as horas,
sem se fazerem notar, passam.
E os dias, alegres, se somam.

Agora o animal querido cresceu...
Já não parece tão engraçadinho,
há pelos por toda a parte da casa,
o sofá da sala ele arranhou,
um chinelo novo mordeu,
uma bola com os dentes rasgou,
Mas, porque ninguém lembrou
que deveria com paciência lhe ensinar,
para esta situação evitar.
Porém, coitado, agora, o estão a castigar.

O que era alegria, companheirismo,
se torna queixa e outras atitudes.
Fora de casa o pobre animal é amarrado.
Se ao menos o lugar fosse confortável,
mas, preso e indefeso,
ao sol, ao frio e a chuva foi exposto.
Pois é, com a idade perdera o seu posto.

Nessa nova situação,
está sempre aguardando
que alguém se lembre dele.
Pois suas pernas desejam,
novamente, saltar, correr, pular.
para seu rabinho alegre abanar.
Mas na realidade,
seu dono dele quer se livrar.
No carro é colocado,
E para longe é levado
e num lugar ermo é abandonado.

Agora é um animal sem dono.
Sem lar, se põe a peregrinar.
Dele ninguém se aproxima,
pensam que poderá morder,
ou alguma doença transmitir.
Magro, cabisbaixo,
seu olhar é de um pedinte.
É tratado como um animal de ninguém
Com atitudes de vazio e desdém.

Pensemos...
Os animais assim como nós.
São criaturas de Deus.
Seres vivos,
que demonstram emoção.
Também, tem fome e sede.
Se cansam...
Sentem calor e frio.
Também, desejam muita atenção,
e se os adotamos,
até a morte, necessitarão,
da nossa guarda e proteção.

Os animais,
São princípios espirituais em evolução.
Estão aprendendo como todos nós.
São nossos irmãos considerados menores,
mas com certeza merecem de nós,
muito amor, carinho e proteção.

* * *

 

 
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