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Tema: POR QUE MORREMOS?

 

 Poemas

 

Poetas

(CIRANDA POÉTICA)

 

Primeira publicação (Momento Espírita in solo)

em 16/06/2011 - 09h40min

 

Última atualização:

em 17/06/2011 - 19h37min

Redação do Momento Espírita
Elio Mollo
Fátima Abrantes
Marcial Salaverry
Silvia Giovatto (faffi)
Rogério Miranda
Clara da Costa
Esther Ribeiro Gomes
Humberto - Poeta

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POR QUE MORREMOS?
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3037&stat=0

 

Você já se perguntou por que morremos, afinal? Não raro a morte, ao aproximar-se de nossos caminhos, traz consigo dor, saudades, incompreensão e revolta.

 

Se é assim, nada mais natural do que nos perguntarmos: Para que morrer? Ou, por que morrer? Será mesmo necessário passarmos, enfrentarmos situação tão dolorosa?

 

Se fizermos a pergunta a um filósofo, ele nos trará inúmeras propostas, discutidas e analisadas por eminentes pensadores, reflexionada por sábios e intelectuais, versando sobre a morte.

 

Se nos dirigirmos a um biólogo, ele trará as explicações do ciclo de vida da natureza, dos processos biológicos naturais, do envelhecimento da estrutura fisiológica.

 

Para esse ou aquele religioso, a resposta a essa pergunta se limitaria à expressão: É a vontade de Deus, nada mais conseguindo acrescentar. Diria que tudo o mais que cerca o fenômeno da morte é mistério de Deus, insondável para todos nós.

 

Mas, se alguém nos respondesse que morremos para voltar para casa, qual seria nossa reação? O que acharíamos da ideia da morte simplesmente como o retorno ao lar?

 

Em verdade, o que realmente acontece, é simplesmente isso, a volta para casa, despindo-nos de um corpo físico emprestado por Deus.

 

Todas as vezes que nascemos, e são inúmeras essas vezes, nos vestimos de um corpo material.

 

No momento da concepção no ventre materno, como Espírito imortal nos vinculamos ao embrião, para conduzir seu desenvolvimento.

 

Assim, ao nascermos, já serão nove meses de vínculo íntimo com esse novo corpo físico, que foi, ao longo dessas trinta e seis semanas, se desenvolvendo especialmente para nossa nova existência.

 

Todo um mundo de novas oportunidades e de aprendizado se inicia com essa nova encarnação.

 

E, como quem se matricula em uma escola, Deus nos oferece a oportunidade de, ao programarmos uma nova existência, nos matricularmos na escola da vida.

 

Para os que aqui estamos, a Terra é abençoada escola de aprendizado, que nos oferece oportunidades inúmeras de progresso.

 

Todas as experiências que temos, sejam elas vinculadas aos louros da vitória e da conquista, ou sejam adornadas pela dor e dificuldades mais variadas, se constituem em aprendizado para a alma.

 

Assim, como todo bom estudante, devemos aproveitar ao máximo a experiência.

 

Aproveitar a oportunidade da reencarnação para que os dias que estejamos aqui na Terra nos tornem melhores, para que entendamos mais detalhadamente as coisas de Deus.

 

E não há experiência na vida que não possa se transformar em aprendizado. Mesmo nossos erros mais graves são lições que, oportunamente, através da reflexão e do amadurecimento, se transformarão em entendimento do certo e do errado.

 

Porém, como toda escola, também natural que, depois do período programado para o aprendizado, retornemos ao lar.

 

Assim se dá conosco. Dia virá onde o retorno ao lar acontecerá inevitavelmente.

 

E quando o retorno de alguém que amamos se dá antes do prazo que gostaríamos ou imaginávamos, que consigamos substituir a dor, ou qualquer sinal de revolta perante a vida, pelo entendimento.

 

O entendimento de que, nesse retorno, todos nos reencontraremos, pois estamos vinculados, os que nos amamos, por laços que desconhecem o tempo e a distância.

 

Encarando a morte como um até breve, jamais como um adeus, conseguiremos tranquilamente enfrentar as temporárias separações.

 

Pensemos nisso!

 

Redação do Momento Espírita.

 

Em 15.06.2011.

 

* * *

 

O QUE É A MORTE?
Elio Mollo
24 de março de 2008

 

O que é a morte?
 
Para o mundo corporal,
É o esgotamento dos órgãos.
Fim das forças vitais de um corpo.
É da vida física um processo natural.
 
É para o homem,
O desprendimento da alma.
O retorno do Espírito
à Pátria Espiritual.
Uma despedida temporária
do mundo material!
 
Não há que se temer a morte,
Quando pleno de amor se viveu,
Quando a dor nunca fomentou,
Quando o bem se semeou,
Quando com consciência reta
o dever social se cumpriu.

 

Para o justo há a certeza
que a vida continua
sempre ativa e serena.
 
Morte é renovação.
Faz parte da Natureza.
Deixa-se o corpo
como uma roupa velha.
Segue o Espírito sua caminhada.
Demonstrado vida e beleza.
 
Oh Alma! És um ser eterno,
Com pensamento vivo e continuo.
Siga por caminhos diversos
Busca a tua perfeição.
Aproveita cada oportunidade,
Sem temer as transições existentes.
Luta sempre com boa energia,
Para multiplicar o talento
que te foi oferecido
pelo Criador de tudo e de todos.
Pois, por Ele tu és muito querido.
Saiba que cada boa ação não se adia
e, que só assim,
a felicidade nunca chegará tardia.
 
A morte do corpo físico não é o fim
e, para o Espírito não existe morte.
A vida continua a produzir o progresso geral!
Podemos dizer felizes. Que sorte! (*)
 
(*) SORTE: Estado de alguém relativo a felicidade.
 
* * *

 

PORQUE MORREMOS
Fátima Abrantes

 

Vida que engana o viajante
Pela estrada percorrida
E num instante se desfaz
Em nuances coloridas...

 

A ilusão por sonhos parida
Impulsiona-nos no tempo
Molda nossa jornada
Na lida de cada dia...

 

Nas quedas e nas dores
No encontro e nos amores
Na aprendizagem constante
Consistem os alvores

 

De um novo tempo
Da verdadeira vida
Além deste invólucro
Finalmente conseguida

 

É o retorno ao lar
Pátria querida!
Sempre em nosso imo
Jamais esquecida!

 

* * *

 

VIDA E MORTE DA VIDA
Marcial Salaverry

 

Existem duas certezas na vida...
A primeira é que nascemos,
caso contrário vivos não estaremos...
A segunda é que morreremos,
pois para semente não ficaremos...
Tendo essa certeza,
poderemos fazer da vida uma beleza...
Ou então, se não a soubermos viver,
mais depressa poderemos morrer...
Ao nascermos,
temos diante de nós a vida,
que vale a pena ser vivida...
Podemos fazer desta passagem,
uma doce viagem,
bem cumprindo a missão
que nos foi confiada pelo Amigão...
Depende de nossas atitudes,
pois se pensarmos nas virtudes,
melhor viveremos...
Se pelos vícios formos dominados,
quisermos prazeres desregrados,
a morte estaremos chamando,
sempre a buscando...
Como morreremos,
depende de como vivermos...
Uma vida bem vivida,
para uma morte bem morrida...
Sem ter nada que se lamente,
morrer... simplesmente...
É nosso real Destino...
Não vamos perder o tino,
tentando saber o como e o quando...
Será como for,
sem tirar nem por.,
quando cumprirmos nosso ciclo,
ao findarmos nossa missão...

 

* * *

 

POR QUE MORREMOS?
Silvia Giovatto (faffi)
 
Difícil analisar, difícil explicar,
não sabemos quando, nem como,
mas sabemos que vamos morrer,
essa é única certeza da vida.
O espírito está sempre evoluindo,
o corpo vai se desgastando com o tempo,
a esse desgaste chamamos de envelhecimento.
Vamos acreditar que a vida fosse eterna,
como estaríamos nós, com mais de cem anos?
Sem visão ampla, sem coordenação dos movimentos,
sem raciocínio...valeria a pena viver assim?
Acho, que ninguém merece!
O espírito vai se renovando e precisa de uma nova ação,
de um novo corpo e a morte se faz presente,
precisamos morrer para renascer.
Claro que existe exceções,  a morte chegando
para crianças, jovens, esse caso já é um pouco diferente,
trata-se de uma missão menos demorada,
 a pessoa em questão, não veio para esperar o desgaste do corpo,
talvez tenha deixado alguma coisa pendente,
 a missão é pequena e esse espírito precisa se renovar,
buscando uma nova e contínua missão.
Acho que fui um pouco confusa, mas acredito
que morremos porque acabou o nosso tempo,
porque Deus não nos fez eternos...
ele eternizou o espírito e deixou o corpo por nossa conta.
Se soubermos cuidar dele, talvez demore mais para se desgastar,
isso não vai impedir que a morte chegue, mas vai nos deixar
esperar por ela, com com mais vigor.

 

* * *

 

ADEUS CONFIDENCIAL
Rogério Miranda
Poeta da paz

 

Preciso de silencio
para relembrar dos momentos
em que estava presente
um passado que sonhava
com um futuro, que ainda
não chegou, e que esta se
esvaziando, com a chegada
da hora que a verdade
bater a minha porta
para me dar a noticia
que Deus esta precisando
de mim...
Para ao seu lado eu escrever
para as estrelas,
e toda sua criação,
sou parte de minha historia.
lembro-me quando a vida
fluía em meus pensamentos
como uma pétala solta ao vento
procurando um jardim
para adubar a sua terra....
Preciso segurar as lagrimas
de uma despedida, de onde
eu quero ficar mais um pouco...
Mas não sou dono da vontade
da vida, apenas um ser
que veio para evoluir e viver
conforme a vontade divina...
deixarei meu sonho plantado
para quem gostar de minhas
obras, guarde-a no
Baú de minhas recordações...

 

* * *

 

POR QUE MORREMOS?
Clara da Costa

 

Por que morremos?
Uma pergunta que todos fazem a si mesmos e,
que, mesmo sendo a única certeza que temos nessa vida,
muitos ainda, se assustam com essa realidade.

 

Imagina acordar,
sabendo que esse seria o último dia de nossa  vida?
Pode ser, como pode não ser o último dia de nossa vida,
mas devemos vivê-lo como se cada dia fosse o último dia.

 

Não conseguimos acreditar nas supresas que
a vida nos reserva, relutamos em aceitar
que aceitar a morte do corpo, é uma arte difícil.
O coração renega com tenacidade a aprender
que essa sim, é a nossa única certeza.
Se vivêssemos conscientes disso, 
nos livraríamos hoje, de coisas que fazem mal ao nosso espírito, como sentimentos negativos de mágoas, preconceitos, ódios, rancores, inimizades, lamentações...

 

Temos que pensar no hoje,
como sendo sempre o último dia,
pensar em cada passo que damos,
porque tudo pode mudar a qualquer momento,
mesmo nossos planos.
A vida é cheia de surpresas,
por isso temos que amar, sorrir, sermos gratos pelo
que temos, valorizar tudo o que nos rodeia,
cada palmo desse chão que pisamos,
casa pedacinho do céu que nos deslumbra com seu azul, a imensidão mágica do mar,
a dádiva da natureza,
segundo a segundo de nossa vida.

 

Devemos deixar o nosso coração transbordante de felicidade, de atitudes positivas e alegria de viver,
até o último suspiro...
que não sabemos quando será.

 

* * *

 

FINITUDE
Esther Ribeiro Gomes
 
‘Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...’
(Mário Quintana)
 
Finitude... Chega para todos.
Por que temê-la tanto?
Morremos um pouco a cada dia...
Na desilusão, no insucesso, no desamor.
No sofrimento, amadurecemos,
em cada decepção, nos fortalecemos!
 
Um dia não estaremos mais aqui...
Nesta vida breve, viajemos leve!
Vamos nos desfazer das mágoas,
tirar o peso da raiva, do rancor,
a angústia do ter, do querer mais...
Cultivemos a arte do desapego
e acumulemos muito, muito amor!
 
Vivamos cada dia com simplicidade e alegria...
Assim, quando chegar a hora da partida,
poderemos deixar um mundo melhor
do que aquele que encontramos...
É preciso aproveitar a vida!

 

* * *

 

POR QUE MORREMOS?
Humberto - Poeta

 

Que ninguém o crâneo torre
pra tal questão resolver,
pois é quando a gente morre
que se começa a viver!

 

* * *


 

 

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