-   

 

-

CIDADANIA

ABRINDO ESPAÇO PARA A CIDADANIA

Eri Paiva

INTRODUÇÃO

 

 

O processo que estamos vivenciando para as eleições municipais de Prefeitos e Vereadores, no próximo dia 05 de Outubro deste ano de 2008 nos estimula a trazer para a reflexão de todos os que acessam este site, uma série de reflexões, a serem postadas com regularidade, numa Sessão intitulada ABRINDO ESPAÇO PARA A CIDADANIA, cedido pelo Portal A ERA DO ESPÍRITO cujos indicativos e pontuações estão relacionados ao nosso direito de escolher e de nos sentirmos responsáveis pela eleição dos nossos representantes nas esferas do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Tudo isto nos deve remeter a uma compreensão da nossa realidade enquanto cidadãos e das nossas condições de cidadania.

 

Ser cidadão e exercer a cidadania para muitos está vinculado à questão do voto apenas. Tem gente que passa o ano todo sendo explorado, tendo suas necessidades básicas não atendidas, negadas e no dia da eleição vai votar pensando que é gente, que é cidadão. E não é. Ele é um não cidadão que recebe atenções de cidadão de quatro em quatro anos e apenas nos momentos que se avizinham  do período eleitoral.

 

A noção de cidadão, o seu conceito vai muito além do voto. Vai muito além, também, do usufruto ou do benefício de direitos sociais. O cidadão não é um depositário de direitos, não é aquele que só faz ou só vive para receber do Poder Público, do Estado, das Instituições os direitos a que tem direito por lei. Isto é ser cidadão capenga, incompleto, mutilado pelo seu não esforço, pela sua ignorância, medo ou ainda pela ausência de luta, de defesa dos direitos que devem ter o caráter de conquista e não de doação, concessão. Falta então o quê? Falta o outro lado que completa e dá equilíbrio à cidadania que é o exercício, a ação, os atos de zelo, de vigilância, de defesa dos direitos. Falta abandonar, negar a postura passiva e assumir uma postura ativa no sentido de SABER, de PODER e de ESCOLHER sempre e cada vez mais as possibilidades de uma cidadania plena.

 

A cidadania plena não se limita pois à questão do voto, mas como estamos  dentro de um processo eleitoral vamos, até o seu desfecho final, nortear as nossas reflexões por este caminho que é absolutamente interessante, encantador e não menos apaixonante.

 

Em 04.08.2008

 

* * * 

 
 

 

 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autora.