ESPAÇO DA CIDADANIA

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Autora: Eridante Paiva de Souza

Títulos - ESPAÇO DA CIDADANIA

 

 

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ABRINDO ESPAÇO PARA A CIDADANIA

CIDADÃO E CIDADANIA

O PODER DE GOVERNAR

A FINALIDADE DO PODER

ABUSO DO PODER

VOTO NÃO SE VENDE, CONSCIÊNCIA NÃO SE COMPRA!

O PROCESSO ELEITORAL

AS QUALIDADES DOS CANDIDATOS

ELEIÇÕES - FIZEMOS A NOSSA ESCOLHA

VAMOS DAR LUGAR AO NOVO

 

Títulos - ARTIGOS

MATANÇA DOS GOLFINHOS

 

 

 

 

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO BIOGRÁFICA

 

Eu sou Eridante Paiva de Souza. Amigos e parentes me chamam Eri. Assim gosto, assim prefiro. Sou natural de Portalegre, no Estado do Rio Grande do Norte/Brasil. Moro em Natal, a capital do Estado.

 

A minha infância passei em Viçosa, então distrito do Município de Portalegre, onde me alfabetizei, aprendi a ler e contar. Vencida esta etapa, não havia mais condições de aprender no meu lugarejo. A solução era sair para outras cidades em busca do estudo. Sair do lugar para estudar era uma das pernas do êxodo rural no meu tempo de menina.

 

A minha adolescência e parte da juventude vivi numa pequena cidade do sertão de nome Caraúbas para continuar os estudos. Aí exercia liderança entre os jovens, coordenando a Casa da Juventude e promovendo reuniões e atividades de seu interesse. Foi na pequena cidade de Caraúbas que comecei a me interessar por poesias, por influência de minha irmã mais velha, então Professora Municipal que tinha uma coleção de poesias quilométricas e nos fazia decorar, a mim e minha irmã mais nova para recitá-las na programação do Grupo Escolar Antônio Carlos ou dos eventos da minha cidade. Ainda hoje, guardo-as na memória e, vez por outra, me surpreendo, recitando-as para mim mesma, como um sinal de que a beleza da criação poética produziu marcas agradáveis que dormitaram com o passar dos tempos, para só na aurora da terceira idade, aflorar com vigor. Neste entre-meio andei rabiscando alguns versos que não os guardei, não sei porque.

 

Da minha experiência com a juventude de Caraúbas resultou ser chamada a participar da JAC – Juventude Agrária Católica – um braço da chamada Ação Católica Brasileira, movimento que possibilitava aos jovens uma atuação ligada às suas áreas de interesse, tais como: meio agrário e rural (JAC), meio estudantil secundarista (JEC), meio de profissionais liberais (JIC), meio operário (JOC) e meio universitário (JUC) constituindo assim um Movimento Nacional de personalidade jurídica, organizado a nível Nacional sob os auspícios da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, porém dirigido pelos próprios jovens. À medida que um jovem ou uma jovem se destacava em liderança e militância era chamado a assumir responsabilidades maiores na hierarquia do Movimento. Foi assim que cheguei a ser membro da Equipe Nacional, cuja sede ficava no Rio de Janeiro. A Ação Católica e suas ramificações interagindo no corpo social teve o seu desfecho final com a Revolução de 64, responsável pelo desmantelamento dos movimentos sociais da década de 60.

 

Deixei o Movimento em 1968 e, regressando ao meu Estado, casei, voltei a estudar e assumi uma experiência fantástica de trabalho, no Serviço de Assistência Rural – SAR - relacionada à organização de grupos e preparação de Animadores de comunidades rurais. Para esse público-alvo coordenei o Programa de Educação Política que teve como objetivo central oferecer à população rural elementos e subsídios para a formação da consciência política sobre o seu valor como cidadão e como eleitor. Sob a minha responsabilidade estava a produção do conteúdo das cartilhas para as reuniões sobre a temática, a metodologia dos Treinamentos de Animadores de Comunidades e parte da Supervisão e Acompanhamento aos grupos organizados no meio rural. À época do SAR, concluí o segundo e o terceiro graus, me formando em Serviço Social. Após 10 anos nessa experiência, entrei na Universidade Federal do Rio Grande do Norte por Concurso Público. Sou hoje Assistente Social formada pela mesma Universidade onde estudei, espaço no qual além de Professora por 15 anos tive a oportunidade de contribuir para a formação de centenas de jovens.  Sou casada, sou mãe de três  -

 

 

 filhos e sou avó de quatro netinhas. E sou agora, também, aposentada.

 

Aposentar-se não significa ficar encostado, tornar-se um inútil. A aposentadoria é um momento muito especial no qual a pessoa idosa pode dispensar parte do seu tempo para o exercício de atividades de natureza intelectual e também produtiva. Escrever, brincar com as letras sempre foi algo muito prazeroso, desde a adolescência. Adorava escrever diários registrando assim tudo que me ocorria e, tudo que me caia às mãos, eu lia de imediato. Lia e relia sempre as mesmas coisas pela ausência de livros, de informativos e de jornais nessa fase da minha vida. Quando mocinha organizava cadernos com dezenas de perguntas para circular entre os jovens que se obrigavam a responder O QUESTIONÁRIO sob pena de serem ridicularizados por não terem o que dizer sobre as questões. Chamava-se isto de “Brincar de Questionário”. Além de gostar de escrever, sou muito sensível às questões ligadas à arte do belo, da criação, dos sentimentos, do amor em suas várias formas de manifestação... É nesse período da aposentadoria que descobri as possibilidades que a internet oferece em termos de interatividade com pessoas, com a realidade macro, com o mundo, enfim. Passei a conhecer pessoas com as mesmas afinidades, a participar de grupos ocupados com a produção poética e literária os quais me estimularam a debruçar-me demoradamente e sem pressa sobre a arte de poetar. Minha real produção poética não é tanta, mas tem muito de significativo na minha vida, pelo fato de poder aliar expressão criativa com prazer, isto é, gostar de dizer em versos o que me vai na alma. Um pouco mais de 500 textos, como poesias, poemas, duetos, tercetos, haikais, poetrix é o que tenho produzido, circulando em alguns grupos da Internet e em sites estimuladores da produção e divulgação literária e poética como a Associação Virtual Brasileira de Letras, Recanto das Letras, Site da Magriça, Portal A ERA ESPIRITO e ECOS DA POESIA.

 

Uma outra vertente que venho explorando com a aposentadoria é dispensar parte do meu tempo como voluntária em Boa Saúde, um Município pobre do meu Estado, atuando através de uma ONG comunitária para atender a população, de modo especial os mais fragilizados socialmente. Interessa-nos, dentro da programação e dos objetivos, trabalhar na perspectiva de organização de grupos produtivos cujas atividades a serem implementadas possam, de alguma forma, contribuir para a geração e ou melhoria de renda das famílias interessadas e necessitadas. Tivemos, enquanto ONG, um site no qual divulgávamos o trabalho, a nossa experiência e seus resultados e o mesmo contava com o patrocínio de um amigo brasileiro radicado em Portugal que depois de um ano precisou se afastar impossibilitando assim a sua continuidade.  Há seis anos divulgamos o trabalho através de um periódico com tiragem mensal modesta de 500 exemplares. É um jornalzinho simples, produzido em casa, no nosso computador e que tem como título JORNAL DA CIDADANIA. Circula no município, na sede e nos sítios, nas pequenas comunidades, nos grupos e associações comunitárias e junto às lideranças e instituições públicas e privadas. Na ausência do site criou-se um blog para contemplar todo o conteúdo do jornal fazendo assim, a nível da Internet o registro e a divulgação do nosso trabalho. A quem interessar possa, deixo aqui o link www.ojornaldacidadania.blogspot.com. No trabalho comunitário conto com o apoio irrestrito do meu marido, atualmente candidato a Vereador, nas próximas eleições, com o apoio dos meus filhos sempre que são chamados à colaboração e com alguns amigos que oferecem seus conhecimentos, tempo, talentos e profissionalismo de forma solidária e voluntária. E... assim procedendo, me cala fundo a afirmação de Abraham Lincoln que “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

 

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