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 Abrindo Espaço para a Cidadania

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CIDADANIA

ELEIÇÕES - FIZEMOS A NOSSA ESCOLHA

Eri Paiva

 
 

 

Terminou o processo eleitoral. As eleições aconteceram. Fizemos a nossa escolha. Mas não estamos desobrigados da nossa responsabilidade política diante da comunidade e dos destinos do nosso município. A responsabilidade continua. Na cabeça de muitas pessoas a política é só o tempo das campanhas eleitorais, dos presentes e favores, dos comícios e passeatas... Há quem diga: “graças a Deus a política terminou”. E assim ninguém fala mais no assunto; todo mundo fica quietinho, cruza os braços e fica esperando que as coisas boas aconteçam sem se mexer.

 

O verdadeiro sentido da política começa mesmo é depois das eleições. Se foi importante escolher os administradores, os gestores do município, essa importância se multiplica agora, pois é chegado o tempo de ver, de acompanhar o que os eleitos estão fazendo pelo bem comum do povo. É o tempo de exigir que as promessas e as propostas sejam cumpridas. É o tempo de ficar atento, olhos bem abertos e observar o comportamento daqueles a quem entregamos o nosso poder.

 

A comunidade precisa prestar atenção ao que acontece na comunidade. Se os esforços dos candidatos eleitos estão ajudando a comunidade a crescer, a ser mais igual, mais justa, mais irmã. Se os serviços públicos estão favorecendo a todos ou somente aos ricos. Se se está dando mais valor à pessoa humana ou a quem tem mais dinheiro.

 

Não basta votar! Se votamos conscientes devemos ter consciência de participar mais ainda agora para que a comunidade municipal cresça e se desenvolva. Toda pessoa só se desenvolve em comunidade. Sozinho ninguém é visto. Uma andorinha só não faz verão. Toda pessoa tem obrigação na comunidade. Quem quer ter direito e liberdade é obrigado a respeitar o direito e a liberdade do outro. Cada um é livre até onde não ofende a liberdade do outro, nem prejudica a moral, a ordem e a paz da comunidade. Do contrário o outro denuncia e o agressor vai ter que acertar contas na justiça.

 

É preciso pois, aprender a viver em comunidade. Aprender a se comprometer na construção de um mundo melhor, de um município melhor. Para isso devem as pessoas participar de todo esforço que se faz na comunidade. Participar das reuniões, de cursos e treinamentos, de campanhas, programas e serviços que o município e as organizações oferecem aos seus moradores.  Cada um deve fazer a sua parte e forçar a barra para que as autoridades façam também o que é da sua obrigação e competência.

 

A união faz a força! Ninguém cresce e se promove sozinho. Daí porque participar de grupos é hoje uma grande necessidade. Quanto mais a gente participa de grupos mais a gente se promove, aprende, conhece, melhora de vida. É importante que se crie na comunidade grupos, conselhos e associações que possam atender às pessoas nas suas necessidades e nos seus direitos. É assim que o mundo cresce e progride. Os ricos tomam as rédeas de tudo porque se organizam. Somente unidos é que os fracos encontram força para vencer. Os grupos são uma força contra a cobiça e o egoísmo desenfreado dos maus políticos e administradores.

 

A pessoa que participa de um grupo deve estar disposta a lutar, a trabalhar e mesmo sofrer por todos se preciso for. Não se entra em um grupo para fazer número. A quantidade é importante, mas a qualidade é muito melhor. Mais vale um grupo pequeno e bom, unido e corajoso do que um bando de gente frouxa. Jesus teve também o seu grupo. Esteve unido às pessoas do seu grupo, ajudou, ensinou e até sofreu nesse grupo. Pois em seus momentos de fraqueza Judas desertou, Pedro o negou três vezes... Mas mesmo assim se voltaram para os problemas do seu tempo e procuraram vencer.

 

Os grupos ajudam a despertar e preparar as novas lideranças. Tem muita gente por aí com capacidade para ajudar a comunidade a crescer, a se desenvolver. É preciso coragem para se arranhar pelo bem de todos. Em muitos municípios as lideranças estão velhas, viciadas, mal acostumadas. É preciso gente nova, sangue novo na política. Gente com espírito jovem, com visões claras em favor do bem e da justiça social para todos.

 

A política é um bom instrumento para se viver o compromisso cristão a serviço dos outros. Quem tem vocação não deve fugir. Com a graça de Deus o fardo torna-se suave e leve.

 

 Natal/RN/Brasil

Em 04.09.2008

 

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 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autora.