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 Abrindo Espaço para a Cidadania

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CIDADANIA

AS QUALIDADES DOS CANDIDATOS

Eri Paiva

 
 

 

Na vida somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes. Iguais na essência. Diferentes na aparência. A nossa essência consiste em ser o que somos: gente, pessoa, um ser dotado de liberdade, inteligência, razão, vontade, determinação. A essência não muda. Nascemos assim, vamos morrer assim. É a nossa essência que nos faz parecermos com Deus. E nada é mais importante que isto. A aparência é o que nos faz sermos diferentes uns dos outros. Há os que são baixos ou altos, pretos ou brancos, frouxos ou corajosos, alegres ou tristes, doutores ou analfabetos, pobres ou ricos, bonitos ou feios, honestos ou corruptos... A aparência é muito importante, mas não tem a mesma importância da essência. Ela muda, não permanece do mesmo jeito. É um complemento da essência, não é pois essencial. A aparência é a capa, o invólucro da essência, é o seu exterior, o seu lado visível. A essência é o interior, o que está dentro, o cerne, o invisível. A essência é o espírito, a aparência é a matéria.

 

Tem quem vote em um candidato porque ele é bonito ou porque é rico. Tem quem vote em alguém que sabe que é ladrão e ainda diz “rouba, mas faz”. Tem quem não aceitou vender o voto porque reconhece seu valor e dignidade. Tem quem despreze um homem porque ele é preto e tem quem dê muito valor a outro porque é doutor. Tem profissional que é voluntário em comunidades ou associações porque acredita nas pessoas e quer ajudá-las a se aperfeiçoarem ainda mais. Tem quem engane uma pessoa porque ela tem pouco conhecimento e instrução; tem político que nega servir à uma comunidade porque não teve maioria de votos lá. As diferenças não nos dão o direito de tratar a uns de um jeito e a outros de outro jeito. Deve prevalecer o sentido de justiça, o sentimento de amor, de caridade, de respeito à pessoa que cada um é, em sua essência e dignidade.

 

As qualidades de um candidato são o que indicam ser próprio ou da natureza de quem é candidato. Conhecer os candidatos, saber o que pensam, como vivem, como agem, quais os seus sentimentos, suas habilidades, que valores ou virtudes cultivam é muito importante para fazer uma boa escolha. Então, que atributos, qualidades ou condições se apropriam a quem decide ser candidato? O que em seguida vamos discorrer aplica-se igualmente aos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores: 

1. O CANDIDATO DEVE MORAR NO MUNICÍPIO: Por que? Porque é mais fácil se conhecer quem vive no lugar. Ele pode ser ou não filho da terra. O mais importante é que o povo tem mais condições de saber se ele é ou não a pessoa indicada para o cargo. Para o candidato que vem de fora fica mais difícil saber se vai atender às necessidades do povo. Se eleito for, mais motivos tem o candidato de fixar moradia no lugar que lhe elegeu.

 

2. O CANDIDATO NÃO DEVE SER ANALFABETO: Não precisa ser doutor ou ter diploma universitário, mas deve ter conhecimento e instrução para dirigir sem maiores dificuldades o município. Quem tem estudo tem mais chance de acertar, de fazer melhor.

 

3. O CANDIDATO DEVE SER UM SERVIDOR DA COMUNIDADE: Saber servir o povo é muito importante. Servir a todos sem ser por cara. e sem pensar em tirar com uma mão o que deu com a outra. Espelhar-se em Jesus que deixou claro “não vim para ser servido, mas para servir”.

 

4. O CANDIDATO DEVE PARTICIPAR DAS COISAS DO LUGAR: Quem se nega a participar, a colaborar com o esforço da comunidade está mostrando incapacidade para administrar.

 

5. O CANDIDATO DEVE SER HONESTO: Quem não é honesto na sua vida e nos seus negócios não merece a confiança de ninguém. Prefeito que melhora sua fazenda com dinheiro público é ladrão. Também é ladrão o prefeito que assina falsas folhas de pagamento de professores, quem beneficia parentes e amigos, quem vive de festas e banquetes às custas dos cofres públicos e quem esconde não presta conta ao povo dos recursos aplicados no município.

 

6. O CANDIDATO DEVE SABER PLANEJAR: Prefeito sem plano de governo é enrolão. Está brincando de administrar. Há que ter um planejamento, há que definir as ações, as prioridades, saber o tempo de realizá-las, o que fazer primeiro, com quem vai contar, que recursos vai utilizar...

 

7. O CANDIDATO DEVE TRABALHAR EM EQUIPE: Convocar as pessoas mais preparadas para ajudar a administrar. Não vale chamar os parentes. Escutar a opinião dos outros. Dos ricos, dos mais pobres. Dos grandes e dos pequenos. Aproveitar as sugestões de todos desde que sejam boas.

 

8. O CANDIDATO DEVE GOVERNAR PARA O BEM COMUM: Enxergar que o Bem Comum é mais importante que o bem particular. Ajudar a todos, principalmente os mais fracos e pobres. Governar com amor, sem explorar, sem tirar vantagem, sem ser em proveito pessoal ou daqueles mais chegados. Reconhecer que está no cargo representando o povo e o seu poder por isso fazer tudo para corresponder à confiança da população.

 

9. O CANDIDATO DEVE RESPEITAR O ADVERSÁRIO: Entender que, se eleito, vai governar com e para todos e não para uma banda do município. Adversário não é inimigo, a não ser que o queira tomar como tal e se assim for não merece está no poder. Há que respeitar o adversário e atendê-los em suas necessidades, uma vez que são parte da totalidade do município. São todos pessoas humanas, filhos do mesmo Pai e uma comunidade de irmãos.

Natal/RN/Brasil – Em 24.09.2008

 

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 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autora.