Artigo

O som e a energia quântica

Carlos de Brito Imbassahy

cbimbassahy@terra.com.br

 
 

 

Sem dúvida, misturar a arte, principalmente a ligada à acústica, é um divertimento para o físico porque o som, sem dúvida, de todos os fenômenos quânticos é o que os homens mais entendem e sentem. E ele é, sem dúvida, o mais simples de todos os fenômenos quânticos.

Definindo, primeiramente, o que vem a ser o fenômeno quântico, talvez facilite sua compreensão: – todo fenômeno quântico é produzido por uma fonte que vibra sob ação de um agente físico e que emite uma certa quantidade de energia quântica que se propaga em determinado meio.

Agora é fácil entendermos o fenômeno se supusermos que uma pessoa dedilhe a corda de um violão. Esta corda vai vibrar sob ação desse agente físico – que é o dedo do músico – e vai produzir uma certa quantidade de som, ou energia acústica que vai se propagar até chegar aos nossos ouvidos.

Eis, pois, o fenômeno quântico em si, de uma simplicidade total, quando se trata de som e que se complica quando os matemáticos resolvem equacioná-lo a partir das emissões de partículas.

Quando ouvimos uma bela melodia e nos encantamos com ela, estamos nos deleitando à custa de um fenômeno simples, que é o de uma emissão quântica.

Quando a corda vibra, ela faz com que as moléculas de ar que estão em sua volta sejam comprimidas para um lado e sugadas pelo outro no vai e vem da dita corda. Em síntese, quando a corda vai, empurra o ar para aquele lado e puxa o que está do lado contrário o que provoca uma transmissão da energia de movimento da corda para o ar que a cerca.

E aí vem o professor de Física mostrar que, quando uma pedra cai em uma superfície imóvel de água, provoca sobre ela uma série de ondas que saem daquele ponto em que a pedra bateu e se propagam sobre a superfície líquida, em todas as direções. Esta energia dita cinética também é quântica, só que de natureza mecânica.

O som é idêntico. Sua única diferença está no fato de que se propaga pelo ar, em todas as direções e sentidos, enquanto que a onda mecânica só se propaga sobre a superfície da água.

Se esta onda encontrar um corpo flutuante, fará com que ele suba e desça à sua passagem, ou seja, provoca no mesmo uma reação de movimento que é a recepção mecânica do aludido fenômeno. Já no caso do som, ele só é sentido por receptores acústicos como o tímpano dos nossos ouvidos ou a placa receptora de um microfone, inspirada no próprio tímpano humano.

Do mesmo modo que o corpo flutuante sobe e desce ao ser atingido pela onda mecânica, nossas membranas auditivas também sofrem um impulso análogo ao provocado pela corda sobre as camadas de ar que a envolvem.

Daí para frente passa a ser um fenômeno puramente biológico, onde os tímpanos enviam para o cérebro os pulsos da sensação recebida e o cérebro receptor, ao fazer sua leitura (linguagem técnica), dão-nos a sublime e agradável sensação do que se denominou de som.

Quem diria que um fenômeno tão simples pudesse se transformar em fórmulas matemáticas tão complicadas!

 

Este artigo pode ser encontrado também no Portal do Espírito

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/o-som-e-a-energia.html

 

 

 

 

 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.