Artigo

Nossa Grande Responsabilidade

Carlos de Brito Imbassahy

 
 

 

Ensina-nos Kardec, no livro “O Céu e o Inferno” que nascemos na Terra ou para resgate de nossos débitos, ou para trazer à sua sociedade nossa contribuição ao seu desenvolvimento e progresso. Nem todos, portanto, nascem para redimir-se de atos errôneos cometidos e muitos, simultaneamente, aceitam missões com as quais possam se ressarcir, de alguma forma, dos erros cometidos em vidas passadas.

Dentre estes estão os médiuns: eles sempre são devedores que se prestam ao serviço da intercomunicação com o Além a fim de permitir que os Espíritos encarregados de nos orientar, possam se comunicar conosco, dando-nos as devidas instruções para nosso dia-a-dia e orientação a fim de que aqueles que tenham acesso ás suas mensagens possam receber esta graça e valer-se dela como orientação para sua conduta terrena.

Ora, portanto, aqueles que aceitam missões orientadoras para se encarnarem quer em nosso planeta, quer em outros mundos, têm uma grande responsabilidade perante aqueles que nele confiaram e que, da Espiritualidade, velam por sua missão.

Infelizmente, muitos acabam se deixando levar pela vaidade e enveredam pelo caminho da glória terrena, almejando a consagração dos seus admiradores, enaltecidos pelos aplausos da multidão que se empolga com seus dotes e os tenham como sendo privilegiados da sorte, pela graça de Deus.

Estes têm muito mais responsabilidade perante os seus mentores espirituais e perante o que se vulgarizou chamar de “corte celeste” do que aqueles que, humildemente, vêm à Terra na esperança de cumprirem com uma existência encarnatória de bons exemplos, recolhidos á sua hipotética insignificância.

Os grandes médiuns que se deixam levar pela fascinação e se empolgam pelo acolhimento público já estão sendo glorificados pela sua contribuição e nada mais devem esperar do reconhecimento da Espiritualidade. É o que nos ensina Kardec porque, quando nossa obra é devidamente remunerada na Terra, nada mais há que aguardar do reconhecimento dos céus pois já estaremos sendo premiados pelo nosso trabalho.

Pior, todavia, é o mistificador, que, na ilusão da glória, engana a seus seguidores como se, de fato, estivesse sendo inspirado pelos deuses sagrados, senão do Olympo, mas da Espiritualidade que nos cerca e que está sempre aposta a perturbar aqueles que tenham missões na Terra contrárias a seus postulados de vida. Ou, ainda, que sejam inimigos dos que se encarnam, revestindo-se de “enviados” do Senhor para desorientar o infeliz que se deixa empolgar por suas artimanhas.

Mas isto não é uma Tonica do meio espírita. É o que existe no mundo todo.

Se analisarmos aqueles que serviram ou que servem ao mundo para guiarem os povos, sem que seja preciso citar Hitler, mas, atidos a pequenos seres mesquinhos que lideram, quiçá pequenos ou grandes povos, levando-os a situações terríveis de conflito e de incompreensão.

São médiuns, sem dúvida, inspirados por algozes terríveis que os inspiram e deles fazem líderes capazes, até, de levar seu povo a atos atrozes de extermínio, com o único fito de destruir. Nada ouvem senão à inspiração do mal. São, sem dúvida, cercados por Espíritos trevosos que cobram do mundo a desgraça, senão necessária, todavia, indispensável para que outros resgatem seus débitos de uma forma compulsória.

E é o que estamos vendo acontecer no mundo, estarrecidos ante a impunidade geral.

O mal virá porque ele é indispensável à evolução dos que só se redimem pelo sofrimento, mas, como disse Jesus, “ai daquele por quem vier”.

 

Este artigo pode ser encontrado também no site TERRA ESPIRITUAL

http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo731.html

 

 

 

 

 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.