Artigo

Ectoplasma e ectoplasmia

Carlos de Brito Imbassahy

cbimbassahy@terra.com.br

 
 
 

Quando certa Entidade espiritual me disse que tínhamos condição de realizar trabalhos de efeitos físicos com os participantes de que dispúnhamos, a primeira coisa que fiz foi procurar todas as publicações que se referissem ao tema, a fim de que pudesse estudar o assunto e não fosse completamente insipiente.


Dentre várias coisas absurdas e outras de boa procedência, encontrei um livro do Monssieur Dussard, editado em Paris, 1905, que dava contra de uma série de depoimentos prestados por Sir Cromwell Fleetwood Edington Varley à Sociedade Dialética de Londres relativos às pesquisas de Sir Williams Crookes sobre os fenômenos que iríamos pesquisar.


Estes, sim, foram deveras elucidativos.


O primeiro grande esclarecimento foi o de que tais fenômenos usavam uma energia retirada do ectoplasma celular orgânico, através da catálise de um médium devidamente dotado de tais predicados. Esta informação foi prestada por uma das aparições a partir do médium Dunglas Home.


Portanto, erroneamente, é comum dizer-se que os fenômenos em questão são ditos ectoplásmicos porque usam esta substância para serem realizados. Não é o ectoplasma que vem a ser usado, mas a energia proveniente dele e elaborada pelos trabalhadores espirituais.


O ectoplasma é envolvente do protoplasma celular e também existe nas células vegetais em muito mais abundância do que nos animais, daí a grande vantagem que têm os Espíritos de aparecerem nas matas, ante os incautos invasores de florestas. Ele pode ser estudado em qualquer capítulo de Citologia num livro sobre Biologia.


Analisando quais depoimentos, pude entender os mecanismos de controle que Varley, um engenheiro eletrônico, usou para coadjuvar o sistema de segurança adotado por Crookes e que a célula foto-elétrica, atualmente usada nas portas de elevadores para registrar a passagem dos “vivos”, foi inventada por Varley, a partir das emissões catódicas descobertas por Crookes, para controlar a passagem dos mortos (ou fantasmas – ghost) pela porta da cabine onde o médium ficava encerrado.


Outra curiosidade detectada por um multímetro instalado no circuito da aludida célula foto elétrica foi a de que, quando alguém ou algum corpo opaco passava pela porta, cortava a corrente de emissões foto elétricas e desarmava o sistema, feito especialmente para essa finalidade. Mas, quando passava o fantasma do Espírito materializado, o aparelho registrava a presença de um campo modulante, alterando o sinal da célula, o que nos leva a admitir, portanto, que este fantasma se materializa produzindo um campo de OEM (onda eletromagnética).


Posteriormente, os ingleses – estudando as ondas telepáticas – descobriram que esses campos correlatos com os fenômenos paranormais se situam numa faixa de onda compreendida entre as emissões catódicas e os raios cósmicos.


Atualmente, os técnicos dispõem de espectrômetros altamente sensíveis, capazes de registrar a mínima variação de campo magnético de qualquer recinto, devido à variação de fluxo de energia elétrica das fiações embutidas nas instalações do mesmo.


Pois, estes aparelhos são capazes, ainda, de registrar a mudança da posição das pessoas presentes num ambiente, o que permite fazer o controle rigoroso, contra fraudes, em uma sessão de efeitos físicos. Desta forma, não mais se precisa manietar o médium para provar que ele continua estável e inerme em sua instalação, durante os trabalhos.


E mais do que isso: quando o espectro da aparição surge sobre o médium, imediatamente, o aparelho registra o surgimento de um novo e estranho campo de energia que não existia anteriormente no recinto.


De onde surgiria tal campo? A explicação mais fácil e óbvia é a de que se trata da presença de um Espírito porque não há a mínima possibilidade de se criar tal campo por meios técnicos, sem se ter os devidos recursos.


A tecnologia atual poderá contribuir enormemente para as pesquisas ectoplásmicas que geraram um neologismo, ou seja, a ectoplasmia.


Sobre este assunto, muito há que se dizer, todavia, manda a prudência que se faça gradativamente.


Voltaremos, pois, ao assunto, para não nos alongarmos demais. 

 

Este artigo pode ser encontrado também no site

do Instituto Espírita Manoel Batista

http://iemb.org.br/default.asp?opcao=artigos&artigo=visualiza&id=46

 

 

 

 

 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.