Artigo

A Verdadeira Gênese

Carlos de Brito Imbassahy
 
 

 

Tem sido sério motivo de pesquisa descobrirem como teria sido o Universo formado, porque, sem dúvida, as gêneses religiosas com suas fantasias, estão muito longe de representar a verdade, sequer, de se aproximar dela.

Várias foram as hipóteses apresentadas com amparo em observações siderais no campo da Astrofísica sendo que, sem dúvida, a que mais pesou foi a do Big bang que, contudo, não resistiu à acuidade das observações mais analíticas. Ela se baseava na formação dos buracos negros, que implodem uma certa quantidade de energia até sofrerem uma explosão que os torna em super novas, estrelas brancas.

Foi desta maneira que surgiu a hipóteses de que um Agente, supremo a tudo, teria agido numa certa quantidade de energia, fazendo-a implodir a um fulcro central até que chegasse ao máximo de compressão, daí, como no caso do buraco negro, teria havido a grande explosão simplesmente denominada como sendo o Big bang.

De qualquer forma, estaria presente este agente Supremo que, em linguagem comum representaria o Deus científico sem o qual não haveria nenhum fenômeno.

Mas a teoria, embora justificasse uma série de fenômenos, inclusive a transformação da energia em matéria, desde a forma elementar da sub partícula atômica, à estruturação dos corpos, pecava por um fundamento elementar; toda explosão provoca uma expansão anômala e a do universo é homogênea.

Mais uma teoria sobre a gênese sem amparo na análise do problema.

Edwin Hubble, astrônomo norte-americano, estudando a curvatura do Universo e sua expansão, concluiu que ele não poderia ser infinito, senão, para onde expandiria? Além disso, de onde teria vindo toda essa energia? Ela teria que existir anteriormente.

Vários foram os pesquisadores que concordaram com ele e daí, desses estudos, nasceu a nova teoria do Universo pulsante e anisotrópico. Ou seja, este Universo existira antes, teria se expandido até se esvair. Surge, então, a figura do Supremo estruturador – só para não ser chamado de Deus e não se confundir com as pseudo-figuras antropomórficas dos religiosos – que comandaria tal fenômeno, fazendo com que, novamente, esta energia fosse comprimida para que voltasse a se expandir em nossa atual jornada.

Daí, a hipótese considerar o universo pulsante, ou seja, estende e encolhe a cada etapa, mas anisotrópica, porque uma fase não é inversa da outra, como no caso do pêndulo do relógio que vai e volta, sempre realizando um isotropismo, ou seja uma repetição constante.

O Universo, a cada fase, apresenta-se em um grau de adiantamento devido ao seu processo evolutivo, causa da necessidade de existir.

De qualquer forma, a figura de Deus está presente, só que sem se misturar com o que os religiosos pregam, ou seja, um Deus divino, preocupado, apenas, com a humanidade.

Esta última hipótese seria perfeita? Claro que não, portanto, continuamos esperando que encontrem a verdadeira gênese do Universo e, enquanto isto não ocorre, pelo menos, uma certeza existe, é a de que se torna imperiosa a evolução do sistema e, para isso, cabe a cada um o esforço para se aperfeiçoar. Neste âmbito, sem dúvida, o Espiritismo está coerente com a Ciência.

 

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 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.